Na extensa entrevista, publicada na edição n.º 926 do Novo Jornal e distribuída ao longo de quatro páginas, Adalberto Costa Júnior abordou de forma transversal a realidade política, económica, social e cultural de Angola.
No plano político, o líder da oposição criticou o conteúdo de diversas propostas de lei provenientes do Executivo, afirmando que, no seu entendimento, estas colidem com direitos fundamentais consagrados na Constituição.
Questionado sobre a implantação territorial da UNITA, tendo em conta o alegado facto de, durante vários anos, o partido ter tido a região Sul como principal base de apoio, além de lhe ser atribuída uma génese predominantemente do Sul, Adalberto Costa Júnior rejeitou essa leitura. Segundo afirmou, a UNITA teve, “desde a primeira hora, o país na sua diversidade geográfica, étnica e cultural”.
“A UNITA é oriunda do Leste. Repare, quem foram muitos dos fundadores? Cabinda! (…) É preciso começar a mudar a linguagem. (…) Isto foi um discurso que nos quiseram vender e eu penso que os níveis de maturidade, a internet que hoje chega aos telefones de toda a gente, uma juventude que já cresce sem determinadas balizas mentais, sabe a verdade das questões (…)”, declarou o líder da UNITA.
Mas corresponde esta afirmação à realidade histórica?
Dados disponíveis no portal oficial da UNITA indicam que o partido foi fundado durante o seu I Congresso, realizado entre 10 e 13 de Março de 1966, na área do posto do Muangai, na província do Moxico, região Leste de Angola.
De acordo com a mesma fonte, a UNITA teve três co-fundadores e 15 fundadores, sendo Jonas Savimbi apontado como fundador n.º 1 e figura central do movimento.
Entre os fundadores constam igualmente nomes naturais da província de Cabinda, como Tony da Costa Fernandes e Miguel N’Zau Puna, o que confirma a existência de uma participação cabindense na génese do partido.
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