Adalberto Costa Júnior comentou ainda que o sistema judicial está agora a ser utilizado internamente no MPLA, observando que alguns altos quadros do partido no poder estarão “a provar do veneno” que antes consideravam normal. Longe de lamentar a situação, disse acreditar que estes episódios contribuirão para reforçar a percepção pública de que o regime deve ser substituído.
“A prova de que Angola tem de mudar são [também] os angolanos que vivem em Portugal, que no mandato de João Lourenço quintuplicaram: de 16 mil passaram para 92 mil. Fogem de quê, se Angola está bem?”, questionou, em tom irónico.
Mas será verdade que o número de angolanos em Portugal aumentou de 16 mil para 92 mil durante o mandato de João Lourenço?
Os dados oficiais indicam que sim.
O Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo (RIFA) de 2017, ano em que José Eduardo dos Santos deixou a Presidência e João Lourenço assumiu o cargo, registava 16.854 cidadãos angolanos residentes em Portugal, dos quais 9.250 eram mulheres e 7.604 homens.
Já em 2024, o número de angolanos a viver em Portugal registou um crescimento expressivo: aumentou 66% face a 2023, atingindo cerca de 92,3 mil residentes.
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Avaliação do Polígrafo África:


