O líder do “galo negro” fez este apelo ao dar conta da perspectiva das autoridades de que poderá ter havido “incentivadores no plano interno e externo” para a situação de insegurança vivida na semana antepassada, a qual motivou a convocação extraordinária do Conselho da República.
Sem entrar em detalhes sobre os conteúdos da reunião, realizada no Palácio Presidencial, por considerar existir um porta-voz designado para o efeito, Adalberto Costa Júnior sublinhou a importância de se atender às questões económicas e sociais levantadas pelas populações, acrescentando que os acontecimentos de final de Julho “não abonam” o país.
No sábado anterior, 9, o líder da UNITA já havia alertado para os riscos que os tumultos poderiam representar para a economia, afirmando que as imagens de mortes, agressões e actos de vandalismo tinham potencial para desencorajar investidores estrangeiros a “colocar o seu dinheiro” em Angola.
Embora algumas empresas estejam a instalar-se no país como resultado da diplomacia económica liderada pelo Presidente João Lourenço, o alerta de Costa Júnior surge num contexto de recuo do Investimento Directo Estrangeiro (IDE), que, segundo dados divulgados pelo jornal Expansão, caiu 60% entre 2015 e 2024.
De acordo com informações da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), consultadas pelo Polígrafo África, no primeiro trimestre deste ano foram registadas 26 intenções de investimento estrangeiro, no valor de 536,1 milhões de dólares, montante inferior aos 848,8 milhões de dólares contabilizados entre Janeiro e Abril de 2024.


