A decisão da Sub-comissão foi anunciada na tarde desta terça-feira, 21 de Julho, pelo seu coordenador, Job Capapinha, que considerou haver um “delito legal sério”.
Entre as irregularidades detectadas constam assinaturas alegadamente falsificadas, bem como o uso indevido de documentos de identificação.
“Esta Sub-comissão, perante a gravidade dos factos, passíveis de responsabilização criminal, vai submeter este processo de candidatura [de Higino Carneiro] aos órgãos competentes do partido para o seu devido tratamento, nos termos legais reafirmados no regulamento eleitoral e pelo Código de Ética do MPLA”, advertiu Job Capapinha.
Importa referir que Higino Carneiro formalizou a sua intenção de se candidatar à presidência do MPLA no dia 25 de Junho último, tendo, na ocasião, manifestado queixas de interferência no processo de recolha de assinaturas.
Um dos seus objectivos, caso a sua candidatura fosse deferida e vencesse o conclave, seria assegurar que os próximos congressos fossem realizados com múltiplas candidaturas. Além disso, pretendia, como afirmou na altura, promover a reunificação interna do partido.
O Polígrafo África envidou esforços para ouvir o Gabinete de Higino Carneiro, mas não obteve resposta.

