De acordo com a informação publicada na manhã desta quarta-feira, 18 de Fevereiro, no site da Amnistia Internacional, a descoberta foi possível no âmbito de uma investigação mais ampla sobre ameaças de vigilância em Angola, conduzida em 2025 pelas organizações Amigos de Angola e Defensores da Linha da Frente.
Na publicação, a Amnistia Internacional refere que este é o primeiro caso documentado em Angola de utilização do “spyware Predator”, um programa considerado “altamente invasivo”, capaz de permitir ao atacante aceder à localização do dispositivo, mensagens, correio electrónico, redes sociais, contactos e ficheiros, bem como controlar o microfone e a câmara, podendo gravar conversas e captar imagens sem que o utilizador se aperceba.
Durante a investigação, Teixeira Cândido, que ficou livre do vírus após uma intervenção técnica que implicou o reinício do dispositivo, afirmou aos peritos que não se tinha apercebido de qualquer actividade suspeita.
“Não sabia que tinha sido alvo desta invasão da minha privacidade. Não sei o que têm na sua posse sobre a minha vida. […] Agora só faço e digo o que é essencial. Não confio nos meus dispositivos. Troco correspondência, mas não trato de assuntos íntimos através deles. Sinto-me muito limitado”, lamentou o antigo secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos.



