O Clube de Médicos pretende colocar microchips contraceptivos em mais de mil mulheres de seis províncias de Angola para reforçar a prevenção da gravidez precoce no país.
Após a divulgação da intenção de implante do Clube dos Médicos, o cientista e director-geral da Ngangu, start-up especializada em Ciências e Tecnologias, Lukanu Sebastião, apresentou o seu ponto de vista sobre a medida, tendo defendido a educação como forma de combater a taxa de natalidade no país.
Além de sugerir uma maior aposta na educação como solução para travar o aumento dos nascimentos no país, o cientista referiu ainda que Angola está entre os países com maior taxa de fertilidade do mundo.
“Eu vos entendo porque Angola é o sétimo país do mundo com a maior taxa de fertilidade. Apesar de não concordar, eu ainda opto por ter que reduzir a natalidade pela educação. Educando as mulheres, nós vamos conseguir reduzir esta alta taxa de natalidade. Mas eu vos entendo que vocês querem resolver este problema. Só que o método é que não cola comigo”, declarou Sebastião.
Mas será verdade que Angola figura entre os sete países do mundo com a maior taxa de fertilidade?
A afirmação do cientista é verdadeira.
De acordo com o relatório Revisão das Perspectivas da População Mundial, da Organização das Nações Unidas (ONU), Angola é o sétimo país com a maior taxa de fecundidade a nível mundial.
Compilado pelo Departamento de Assuntos Económicos e Sociais (Divisão de População), o estudo indica que o país tem, actualmente, uma taxa de fertilidade total estimada em 4,89 nascimentos por mulher, representando uma diminuição de 1,3% em relação a 2025, quando a cifra foi de 4,95 nascimentos por mulher, tal como noticiou a Forbes África Lusófona.
O top sete do ranking de natalidade é composto apenas por países africanos. Angola só fica atrás do Chade (5,84 nascimentos por mulher), o primeiro classificado, seguido da Somália e da República Democrática do Congo (5,8 nascimentos por mulher), da República Centro-Africana (5,69 nascimentos por mulher), do Níger (5,64 nascimentos por mulher) e do Mali (5,33 nascimentos por mulher).
Recorde-se que, em 2023, Angola foi classificado como o quarto país do mundo com a maior taxa de fertilidade, segundo o relatório do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP).
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Avaliação do Polígrafo África:





