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Angola propõe entrada em vigor de cessar-fogo entre RDC e M23 a partir do dia 18

Política
O que está em causa?
O Estado angolano, que na passada segunda-feira, 9, recebeu o mandato de destacados estadistas africanos para iniciar consultas com as partes congolesas interessadas, com vista à criação de condições para a realização do diálogo intercongolês, informa já ter encetado as respectivas diligências e propõe a entrada em vigor de um cessar-fogo entre a República Democrática do Congo (RDC) e o grupo rebelde 23 de Março (M23), a partir das 12h00 do próximo dia 18.

A proposta angolana, apresentada às autoridades da RDC e ao M23, consta de um comunicado publicado na noite de quarta-feira, 11, na página oficial da Presidência da República na rede social Facebook.

No documento, redigido no Palácio da Cidade Alta, em Luanda, as autoridades angolanas referem aguardar das partes um “pronunciamento público de aceitação da data proposta”.

Recorde-se que Angola, em 2025 se havia retirado da mediação do referido conflito, viu-lhe ser novamente conferido mandato para iniciar consultas com vista à paz na RDC, durante a reunião realizada no passado dia 9, em Luanda. No encontro participaram, além do Presidente angolano, João Lourenço, na qualidade de anfitrião, o Presidente da RDC, Félix Antoine Tshisekedi Tshilombo; o Presidente do Conselho da República Togolesa e mediador da União Africana, Faure Gnassingbé; bem como Olusegun Obasanjo, antigo Presidente da Nigéria, em representação dos cinco ex-Chefes de Estado designados como facilitadores do Processo de Paz para a RDC.

No final do encontro, os Chefes de Estado emitiram um comunicado em que apelaram às partes em conflito para declararem um cessar-fogo e as encorajaram a aplicar os mecanismos de verificação acordados em Doha, a 14 de Outubro do ano transacto.

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