Na gravação em vídeo que se tornou viral nas redes sociais, vê-se também a directora da selecção e o staff técnico a deslocarem-se a pé. O narrador do vídeo atribui a situação ao atraso do motorista e a problemas na porta do autocarro da equipa moçambicana de basquetebol feminino.
“Na via pública… Até pode servir de aquecimento. Primeiro, o motorista atrasou-se e, quando chegou, não conseguiu abrir a porta do autocarro”, ouve-se no vídeo. Assim, a decisão foi: “O pavilhão não está longe, vamos a pé”. E a selecção moçambicana seguiu caminhando.
O vídeo é real?
Sim. O presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB), Salvador Mazivila, confirmou o incidente, explicando que, perante o atraso e a avaria no autocarro, a equipa optou por caminhar, já que o pavilhão não ficava muito distante. No entanto, advertiu que a Federação Angolana de Basquetebol (FAB) poderia ter disponibilizado outro autocarro.
“Tivemos um problema com o autocarro. O motorista fez-se tardiamente ao autocarro e quando lá chegou disse que o autocarro estava com o problema da porta. Mas a Federação Angolana de Basquetebol tinha dois autocarros e podia enviar outro autocarro para fazer face a este problema”, declarou Mazivila.
Por sua vez, o vice-presidente da Federação Angolana (FAB), Sílvio Lemos, confirmou o problema no autocarro ao Polígrafo África, mas garantiu que a decisão de caminhar foi exclusivamente da selecção moçambicana.
Em resposta ao Polígrafo África, Lemos disse que houve um “incidente no autocarro, mas depois foi superado. Agora, isso aqui [de caminhar] foi uma decisão deles“, afirmou.
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Avaliação do Polígrafo África: