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Autoridades da Guiné-Bissau rejeitaram o nome do Presidente de Cabo Verde na comissão de mediação?

Política
O que está em causa?
Circula no Facebook a alegação de que o Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, inicialmente membro integrante da comissão de mediação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para a crise na Guiné-Bissau, teria sido rejeitado pelas autoridades guineenses.

Na publicação, um conhecido activista do Movimento para a Democracia (MpD), partido no poder em Cabo Verde) afirma que “as autoridades da Guiné-Bissau não querem José Maria Neves na comissão de mediação”.

A afirmação é verdadeira?

Segundo o próprio José Maria Neves, Cabo Verde decidiu afastar-se voluntariamente da comissão de mediação, atendendo à sensibilidade do tema e às relações históricas e de proximidade entre os dois países.

“Fazendo uma avaliação mais fina da situação, decidimos distanciar-nos da comissão de mediação, tendo em conta as relações históricas entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau. Desejamos o melhor para a Guiné-Bissau, que consiga ultrapassar este momento de crise política”, afirmou o Chefe de Estado em declarações à imprensa.

José Maria Neves explicou ainda que este afastamento permitirá a Cabo Verde contribuir de forma mais ampla e equilibrada no quadro da CEDEAO, que tem acompanhado o processo subsequente ao golpe de Estado. Sublinhou igualmente que o país não pretende interferir nos assuntos internos da Guiné-Bissau, evitando comentários ou análises que possam complicar o processo de diálogo.

Entretanto, em Bissau, os chefes de Estado deverão articular outros contactos diplomáticos urgentes, seguindo as orientações do presidente da organização, com o objectivo de restaurar a legalidade constitucional e estabilizar o país.

Na quinta-feira, dia 27, os chefes de Estado e de Governo da CEDEAO reuniram-se em Cimeira Extraordinária e de Emergência, condenando de forma unânime o golpe de Estado ocorrido na Guiné-Bissau.

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Avaliação do Polígrafo África:

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