Na publicação, um conhecido activista do Movimento para a Democracia (MpD), partido no poder em Cabo Verde) afirma que “as autoridades da Guiné-Bissau não querem José Maria Neves na comissão de mediação”.
A afirmação é verdadeira?
Segundo o próprio José Maria Neves, Cabo Verde decidiu afastar-se voluntariamente da comissão de mediação, atendendo à sensibilidade do tema e às relações históricas e de proximidade entre os dois países.
“Fazendo uma avaliação mais fina da situação, decidimos distanciar-nos da comissão de mediação, tendo em conta as relações históricas entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau. Desejamos o melhor para a Guiné-Bissau, que consiga ultrapassar este momento de crise política”, afirmou o Chefe de Estado em declarações à imprensa.
José Maria Neves explicou ainda que este afastamento permitirá a Cabo Verde contribuir de forma mais ampla e equilibrada no quadro da CEDEAO, que tem acompanhado o processo subsequente ao golpe de Estado. Sublinhou igualmente que o país não pretende interferir nos assuntos internos da Guiné-Bissau, evitando comentários ou análises que possam complicar o processo de diálogo.
Entretanto, em Bissau, os chefes de Estado deverão articular outros contactos diplomáticos urgentes, seguindo as orientações do presidente da organização, com o objectivo de restaurar a legalidade constitucional e estabilizar o país.
Na quinta-feira, dia 27, os chefes de Estado e de Governo da CEDEAO reuniram-se em Cimeira Extraordinária e de Emergência, condenando de forma unânime o golpe de Estado ocorrido na Guiné-Bissau.
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Avaliação do Polígrafo África:


