“Temos excedente de sal. Não há necessidade de importar”, declarou Chionga, na emissão transmitida a partir da estação televisiva sediada em Talatona.
As declarações foram proferidas no âmbito da análise a uma notícia sobre a alegada produção de sal impróprio para consumo humano, na província de Benguela. “Não faz sentido que, num momento em que somos autossuficientes na produção de sal, se permitam práticas que comprometem a saúde pública e o meio ambiente”, afirmou o comentador, classificando a situação como inaceitável.
Mas será mesmo verdade que Angola já é autossuficiente na produção de sal?
Sim. Os dados disponíveis confirmam a afirmação de Bali Chionga. Segundo informações oficiais, o consumo interno está estimado em cerca de 70 mil toneladas de sal por ano, ao passo que a produção nacional ultrapassa as 200 mil toneladas anuais.
De acordo com o Anúario Estático das Pescas de Angola 2022-23, elaborado pelo Ministério das Pescas e Recursos Marinhos (MINPERMAR) e publicado no início de Julho pelo Instituto Nacional de Estatística, a produção acumulada de sal durante o referido período foi de 402.342 toneladas.
A província de Benguela lidera a produção nacional, com um volume de 362,6 mil toneladas — o equivalente a 90,1% do total. Em segundo lugar surge o Cuanza Sul, com 15,4 mil toneladas, representando 3,8% da produção nacional.
Apesar destes números positivos, persistem denúncias preocupantes no maior centro produtor de sal do país. A Associação de Produtores de Sal de Benguela alertou para práticas alegadamente irregulares no município da Baía Farta, onde cidadãos estrangeiros estarão a utilizar lonas plásticas no processo de produção, o que poderá comprometer a qualidade do produto final.
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Avaliação do Polígrafo África:


