A informação de que a UNITA teria atribuído ao BD apenas 17 das centenas de vagas de que dispõe na CNE já se tornou viral e partiu de um internauta na rede social Facebook, que, por sinal, é quadro do Partido do Renascimento Angolano – Juntos por Angola (PRA-JA), organização política que também esteve incorporada na UNITA, no âmbito do último pleito eleitoral, e que acabou por se desvincular por decisão dos delegados do seu congresso constitutivo.
“(…) Onde fica a democracia dentro da UNITA? Dos 734 comissários para a Comissão Nacional Eleitoral atribuídos à UNITA, apenas 17 foram disponibilizados ao seu antigo aliado, o Bloco Democrático, no âmbito da FPU. O Bloco Democrático decidiu devolver os 17 comissários à UNITA”, escreveu o internauta, tendo apresentado a seguinte distribuição: 4 comissários pelo Ciclo Nacional; 84 comissários por Ciclo Provincial, à razão de 4 pelas 21 províncias; 646 comissários municipais, sendo 2 por cada um dos 323 municípios do país.
“Diante destes números, fica uma pergunta: por que razão a UNITA, tendo recebido uma representação tão significativa, não conseguiu repartir de forma mais equilibrada com aquele que era o seu aliado político na FPU? A UNITA passa, assim, a impressão de estar a virar as costas ao último aliado que ainda permanecia na FPU, o Bloco Democrático”, lê-se na publicação, em que o autor chama a sociedade a reflectir sobre o que será a UNITA caso venha a ser governo.
No entanto, ao Polígrafo África, o secretário-geral do Bloco Democrático, Muata Sebastião, toma por completamente falso não só o conteúdo relacionado com a alegada entrega de vagas ao seu partido, como também o número de 734 comissários.
“Tivemos agora a posse dos comissários Nacionais [na Assembleia Nacional], e o processo vai seguir. Também os 734 que avançam não são reais, porque alguns municípios não foram contemplados com comissários”, esclarece Muata Sebastião.
De lembrar que a UNITA se tem queixado do número de comissários que lhe foram atribuídos nos diferentes escalões e sublinha que a atribuição devia obedecer aos resultados das eleições gerais de 2022.




