A decisão da RCV – uma estação radiofónica pública – de interromper a transmissão integral das sessões parlamentares e de passar a difundir apenas aquelas que considere de “interesse público”, como as interpelações ao Primeiro-Ministro, desencadeou críticas por parte de vários deputados. A medida gerou também um debate mais amplo nas redes sociais, onde os administradores e editores da rádio foram alvo de duras críticas.
O Governo, apontado por alguns como possível instigador da decisão da estação pública, não confirmou qualquer envolvimento. Pelo contrário, o secretário de Estado para a Comunicação Social sugeriu que também não teria sido informado previamente.
Na sessão plenária da semana passada, em Maio, Lourenço Lopes recordou que a RCV possui um estatuto que lhe garante autonomia administrativa e editorial, mas salientou que cabe ao Estado assegurar a tutela da legalidade da actuação dos órgãos públicos de comunicação social.
Mas será verdade que Cabo Verde é o segundo país mais bem posicionado da CPLP no que respeita à liberdade de imprensa?
Sim. Os dados mais recentes do “Ranking Mundial de Liberdade de Imprensa 2025″, divulgado pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), confirmam essa afirmação.
No plano global, Cabo Verde surge na 30.ª posição entre 180 países avaliados, o que o coloca como o segundo melhor classificado no seio da CPLP — apenas atrás de Portugal, que ocupa a 8.ª posição. Timor-Leste surge em terceiro lugar entre os lusófonos, com a 39.ª posição global, seguindo-se o Brasil, na 63.ª.
A nível africano, Cabo Verde figura como o terceiro país mais bem classificado em matéria de liberdade de imprensa, ficando atrás apenas da África do Sul (27.ª posição global) e da Namíbia (28.ª).
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Avaliação do Polígrafo África:


