De acordo com o “The Ditch” irlandês citado pelo comunicado do Comité Nacional Palestiniano de BDS (BNC), a que o Polígrafo África teve acesso, a embarcação, cuja rota apontava para um reabastecimento no Porto Grande do Mindelo, a 28 deste mês, carregada 18 contentores de projéteis de 155 mm, com um total de 318,6 toneladas.
Também em comunicado, a ENAPOR justifica ter antes dado uma resposta positiva ao pedido de reabastecimento do navio, com o facto de o agente de navegação ter declarado que não havia carga perigosa a bordo.
Contudo, a situação mudou após a recepção do manifesto de carga. Sem especificar o conteúdo exacto, a ENAPOR afirma que, por razões de segurança, deliberou pela não autorização da entrada do Marianne Danica no Porto Grande, no Mindelo.
“A decisão, tomada em tempo útil, revela uma postura preventiva face à crescente complexidade das operações portuárias e à necessidade de garantir que os portos nacionais não sejam expostos a riscos não declarados”, esclareceu a ENAPOR.
O Comité Nacional Palestiniano, a maior coligação da sociedade civil palestiniana, e que lidera o movimento global de BDS, tinha apelado às autoridades cabo-verdianas no sentido de impedirem que o navio Marianne Danica entregasse a sua carga de munições e mantimentos militares para aquilo a que chamou de “genocídio” israelita em Gaza.
Nas redes sociais, vários internautas que manifestam apoio à decisão do Governo, embora também exista que sugira para que as autoridades levem em conta igualmente os interesses financeiros do Estado.

