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Cabo Verde rejeita entrada de navio com carga militar que se destina a Israel

Política
O que está em causa?
A Empresa Nacional de Administração dos Portos (ENAPOR) de Cabo Verde negou a entrada para abastecimento no seu território do navio dinamarquês "Marianne Danica", que carrega material bélico para Israel. A decisão surge num contexto em que Telavive vem perdendo apoio diplomático dos seus mais próximos aliados na Europa.
© Shutterstock

De acordo com o “The Ditch” irlandês citado pelo comunicado do Comité Nacional Palestiniano de BDS (BNC), a que o Polígrafo África teve acesso, a embarcação, cuja rota apontava para um reabastecimento no Porto Grande do Mindelo, a 28 deste mês, carregada 18 contentores de projéteis de 155 mm, com um total de 318,6 toneladas.

Também em comunicado, a ENAPOR justifica ter antes dado uma resposta positiva ao pedido de reabastecimento do navio, com o facto de o agente de navegação ter declarado que não havia carga perigosa a bordo.

Contudo, a situação mudou após a recepção do manifesto de carga. Sem especificar o conteúdo exacto, a ENAPOR afirma que, por razões de segurança, deliberou pela não autorização da entrada do Marianne Danica no Porto Grande, no Mindelo.

“A decisão, tomada em tempo útil, revela uma postura preventiva face à crescente complexidade das operações portuárias e à necessidade de garantir que os portos nacionais não sejam expostos a riscos não declarados”, esclareceu a ENAPOR.

O Comité Nacional Palestiniano, a maior coligação da sociedade civil palestiniana, e que lidera o movimento global de BDS, tinha apelado às autoridades cabo-verdianas no sentido de impedirem que o navio Marianne Danica entregasse a sua carga de munições e mantimentos militares para aquilo a que chamou de “genocídio” israelita em Gaza.

Nas redes sociais, vários internautas que manifestam apoio à decisão do Governo, embora também exista que sugira para que as autoridades levem em conta igualmente os interesses financeiros do Estado.

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