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CAN2025. Do ‘bis’ que foge há 50 anos aos jejuns de mais de uma década. Veja o que perseguem os semifinalistas da prova

Desporto
O que está em causa?
Está cada vez mais próximo o fim do Campeonato Africano das Nações (CAN) Marrocos 2025, que teve início a 21 de Dezembro do ano passado, o primeiro a arrancar ainda no final do ano civil, na sequência de um adiamento de seis meses. A menos de 96 horas do encerramento da competição, apenas quatro “tubarões” continuam na luta por um lugar na final, agendada para domingo, 18 de Janeiro, no mítico Estádio Prince Moulay Abdellah.

O clima de incerteza que antecedeu os quartos de final começou a dissipar-se após autênticas “operações de alta complexidade” no segundo mata-mata da 35.ª edição da maior prova de futebol africano ao nível de selecções.

Entre as grandes dúvidas que marcaram os quatro jogos da fase anterior estavam a possibilidade de surgir um estreante (Mali) na galeria de campeões do CAN e a hipótese de o vencedor da edição anterior (Costa do Marfim) conseguir revalidar o título. Ambas as incógnitas foram desfeitas, depois de Mali e Costa do Marfim, as “Águias” e os “Elefantes”, terem sido eliminados nos quartos de final, diante do Senegal e do Egipto, respectivamente.

Ainda assim, o enredo dos recordes e dos jejuns históricos está longe de chegar ao fim. Esta quarta-feira, 14 de Janeiro, arrancam as meias-finais do CAN. Depois de ultrapassarem o antepenúltimo obstáculo, Egipto (Faraós), Nigéria (Super Águias), Senegal (Leões de Teranga) e Marrocos (Leões do Atlas) entram em campo determinados a escrever um novo capítulo na história do futebol africano, com a conquista do 35.º título continental.

De acordo com o palmarés da Confederação Africana de Futebol (CAF), duas selecções, Marrocos e Senegal, procuram o bicampeonato, enquanto outras duas, Egipto e Nigéria, tentam pôr fim a um jejum de títulos que já ultrapassa uma década.

Apesar de os dois “Leões” perseguirem o ‘bis’, é Marrocos quem carrega maior pressão. Os anfitriões não conquistam o CAN há mais de 50 anos (1976), jogam em casa e atravessam um dos melhores momentos da sua história futebolística: o histórico quarto lugar no Mundial do Qatar 2022, a melhor classificação de sempre de uma selecção africana, a inédita conquista do Mundial Sub-20 no Chile, no ano passado, e a recente vitória na Taça Árabe. Depois de afastarem os Camarões por 2-0 nos quartos de final, os Leões do Atlas terão de ultrapassar, esta noite, as Super Águias da Nigéria, no Estádio Prince Moulay Abdellah, para manter vivo o sonho do título.

Já os Leões de Teranga, que venceram o Mali por 1-0, enfrentam o Egipto no primeiro jogo do dia, na tentativa de erguer o segundo troféu da sua história, um feito que lhes escapa há quatro anos. Curiosamente, o Senegal conquistou o seu primeiro e único título do CAN precisamente frente aos egípcios, em 2022, vencendo os Faraós por 4-2 no desempate por grandes penalidades.

Os “papões” do futebol africano, o Egipto, medem forças com o Senegal com os olhos postos na conquista do oitavo título continental. No entanto, os Faraós não levantam o troféu há quase duas décadas. A última vez que venceram o CAN foi em 2010, na edição disputada em Angola.

Com um jejum de 12 anos, a Nigéria ambiciona, “a ferro e fogo”, conquistar o seu quarto título, depois dos triunfos em 1980, 1994 e 2013. Para isso, as Super Águias terão de superar a selecção anfitriã. A memória recente não é a melhor para os nigerianos: na última edição, perderam a final por 2-1 frente à Costa do Marfim, também país organizador. Ainda assim, há uma tradição que joga a favor da Nigéria: desde 2000, apenas três selecções conseguiram vencer o CAN em casa: Tunísia (2004), Egipto (2006) e Costa do Marfim (2024).

 

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