Publicado a 28 de Janeiro do corrente ano, o relatório do INE revela que, na província do litoral sul de Angola, apenas 30,7% dos agregados familiares dispõem de um televisor na sua residência. Em termos práticos, isto significa que apenas cerca de 30 em cada 100 habitantes do Namibe têm acesso a este aparelho no domicílio.
Dados analisados pelo Polígrafo África evidenciam, de forma geral, um fosso considerado “gritante” na posse de televisores entre os agregados familiares das zonas urbanas e rurais da chamada ‘terra da Welwitschia mirabilis’. Nos centros urbanos, a taxa de residentes com televisor em casa é de 34,2%, um valor significativamente superior ao registado nas zonas rurais, onde a percentagem se fica pelos 13,1%.
Apesar de menos de um terço da população possuir um televisor, este é ainda assim o bem mais comum nas residências dos namibenses inquiridos, de acordo com o capítulo “Posse de bens” do estudo do INE relativo à província.
O rádio surge em segundo lugar, com uma taxa de posse de 24,9%. Ao contrário do que acontece com o televisor, a posse de rádio é mais elevada nas zonas rurais (39,8%), enquanto nos centros urbanos a percentagem não ultrapassa os 22%.
A completar o pódio dos bens mais comuns entre os residentes da ‘terra da Welwitschia mirabilis’ encontra-se a geleira/arca congeladora, presente em 17% dos agregados familiares. Os dados do Censo 2024 indicam que, de forma global, os habitantes das zonas urbanas detêm mais este tipo de electrodoméstico (19,2%), ao passo que, nas zonas rurais, a percentagem não vai além dos 5,7%.
Refira-se, por fim, que de acordo com os dados do processo censitário, residem actualmente no Namibe 815.708 habitantes, dos quais 399.859 são homens (49% da população) e 415.849 são mulheres, correspondendo a 51% do total.



