Os resultados definitivos, publicados em Novembro deste ano, revelam que um terço dos agregados “driblou” o escuro com recurso à lanterna: 33,1% dependia desta fonte de iluminação, um ligeiro aumento de 1,5 pontos percentuais (p.p.) face ao censo de 2014, quando 31,6% da população recorria a esta solução.
A segunda fonte de iluminação mais utilizada até ao ano passado foram os candeeiros, usados por 5% da população para contornar a ausência de electricidade da rede pública, uma redução significativa face aos 14,3% registados há dez anos.
A encerrar o pódio das principais fontes alternativas surge a luz da lenha, utilizada por 3,6% dos agregados, uma descida face aos 5,2% registados em 2014.
Seguem-se as velas, fonte de iluminação para 3,5% da população até 2024. Globalmente, esta forma de iluminação registou uma queda face aos 7,5% dos agregados que dependiam de velas no censo de 2014.
O ‘top cinco’ das fontes alternativas encerra com os geradores, utilizados por 3,3% dos agregados familiares, contra 9,3% em 2014, o primeiro censo realizado após a independência.
Rede eléctrica pública cresce em 10 anos, mas ainda não chega a metade da população
Apesar do crescimento expressivo do número de angolanos com acesso à rede pública de electricidade desde 2014, mais de metade da população continua sem acesso à energia do Estado.
Segundo o Censo 2024, apenas 48,6% dos agregados familiares tinha acesso à rede eléctrica pública, o que representa um aumento se comparado aos 31,9% registados em 2014.
O acesso à electricidade é substancialmente superior nas zonas urbanas: 68,9% dos agregados beneficiava da rede pública, enquanto nas áreas rurais a taxa cai para apenas 8,5%.



