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Censo 2024. Mais de um terço dos agregados familiares dependia de lanterna, candeeiros e velas para iluminação

Sociedade
O que está em causa?
Até 2024, 51% dos agregados familiares angolanos não beneficiava da rede pública de electricidade e dependia de fontes alternativas de iluminação, como lanternas, candeeiros, lenha, velas e geradores. Os dados constam do Recenseamento Geral da População e Habitação de 2024, do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os resultados definitivos, publicados em Novembro deste ano, revelam que um terço dos agregados “driblou” o escuro com recurso à lanterna: 33,1% dependia desta fonte de iluminação, um ligeiro aumento de 1,5 pontos percentuais (p.p.) face ao censo de 2014, quando 31,6% da população recorria a esta solução.

A segunda fonte de iluminação mais utilizada até ao ano passado foram os candeeiros, usados por 5% da população para contornar a ausência de electricidade da rede pública, uma redução significativa face aos 14,3% registados há dez anos.

A encerrar o pódio das principais fontes alternativas surge a luz da lenha, utilizada por 3,6% dos agregados, uma descida face aos 5,2% registados em 2014.

Seguem-se as velas, fonte de iluminação para 3,5% da população até 2024. Globalmente, esta forma de iluminação registou uma queda face aos 7,5% dos agregados que dependiam de velas no censo de 2014.

O ‘top cinco’ das fontes alternativas encerra com os geradores, utilizados por 3,3% dos agregados familiares, contra 9,3% em 2014, o primeiro censo realizado após a independência.

Rede eléctrica pública cresce em 10 anos, mas ainda não chega a metade da população

Apesar do crescimento expressivo do número de angolanos com acesso à rede pública de electricidade desde 2014, mais de metade da população continua sem acesso à energia do Estado.

Segundo o Censo 2024, apenas 48,6% dos agregados familiares tinha acesso à rede eléctrica pública, o que representa um aumento se comparado aos 31,9% registados em 2014.

O acesso à electricidade é substancialmente superior nas zonas urbanas: 68,9% dos agregados beneficiava da rede pública, enquanto nas áreas rurais a taxa cai para apenas 8,5%.

 

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