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Censo de 2024. Mais de 1 milhão de angolanos vivia em cubatas

Sociedade
O que está em causa?
Até ao ano passado, cerca de 1,1 milhões de angolanos residiam em casas do tipo cubata (construções em adobe, paus, capim, palha, barro, esteira, entre outros materiais), de acordo com o Recenseamento Geral da População e Habitação de 2024, do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O relatório, divulgado a 20 de Novembro, coloca as cubatas como a segunda tipologia de habitação mais comum entre as famílias angolanas, representando 12% do total de nove milhões de moradias contabilizadas no processo censitário.

Comparando com os dados do censo de 2014, registou-se uma queda de 11 pontos percentuais, uma vez que, há dez anos, as cubatas representavam 23% do total de habitações existentes no país.

A maioria dos angolanos continua, contudo, a viver em casas do tipo convencional (construções em blocos de cimento, adobe, tijolo, chapa de zinco, lusalite, telha ou placas de betão). No total, 6,7 milhões de casas existentes até 2024 eram deste tipo, correspondendo a 75% do parque habitacional recenseado.

No balanço da última década, verificou-se um aumento de 2 pontos percentuais na proporção de habitações convencionais, que passaram de 73% em 2014 para 75% em 2024.

Segundo o relatório do INE, as vivendas ocupam o terceiro lugar entre as tipologias habitacionais do país, com 920 mil unidades registadas no ano passado.

Os dados revelam ainda que existiam, até 2024, 168,3 mil apartamentos (4.º lugar), habitações situadas em prédios ou construções verticais, e 126,4 mil casas do tipo barraca ou de chapa (5.º lugar).

 

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