A decisão consta de um comunicado tornado público ao início da noite de segunda-feira, dia 9, após a reunião realizada no Palácio da Cidade Alta. No encontro participaram João Lourenço, na qualidade de Presidente em exercício da União Africana; o Presidente da RDC, Félix Antoine Tshisekedi Tshilombo; o Presidente do Conselho da República Togolesa e mediador da União Africana, Faure Gnassingbé; bem como Olusegun Obasanjo, antigo Presidente da Nigéria, presente em representação dos cinco ex-Chefes de Estado designados como Facilitadores do Processo de Paz para a RDC.
No primeiro ponto do comunicado, os responsáveis políticos africanos apelaram às partes em conflito na RDC para declararem um cessar-fogo, a entrar em vigor em data e hora a acordar, tendo igualmente encorajado a aplicação dos mecanismos de verificação do cessar-fogo acordados em Doha, a 14 de Outubro do ano transacto.
Para além do cumprimento dos acordos rubricados em Doha, os estadistas recordaram às partes envolvidas, nomeadamente à RDC e ao Ruanda, as “decisões tomadas ao abrigo do Acordo de Washington, de 4 de Dezembro de 2025, e das Resoluções 2773 (2025) e 2808 (2025) do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, relativas à retirada das tropas ruandesas do território congolês e à neutralização das Forças Democráticas para a Libertação de Ruanda (FDLR) por parte do Governo de Kinshasa.
Refira-se que, apesar da mediação do Presidente norte-americano, as mortes continuam na RDC, sendo o Movimento 23 de Março (M23), apoiado pelo Ruanda, apenas um dos actores envolvidos no conflito.
Embora os mediadores internacionais mantenham o foco no M23 e no Ruanda, o país liderado por Tshisekedi enfrenta outras ameaças. Segundo noticiou o Correio da Kianda, no passado sábado, dia 7, pelo menos 18 civis foram mortos num ataque atribuído a rebeldes das Forças Democráticas Aliadas (ADF), na localidade de Mambimbi/Isigo, grupo Bapakombe, sector de Bapere, território de Lubero, província de Kivu do Norte.
De acordo com os relatos, os rebeldes não pouparam crianças nem mulheres, tendo ainda incendiado várias residências.


