Daniel Chapo, candidato às eleições presidenciais pela Frelimo, partido no poder desde a independência de Moçambique, venceu o pleito eleitoral de 9 de Outubro, com um total de 4,9 milhões de votos, equivalente a 70,67%.
Os dados foram anunciados nesta quinta-feira, 24 de Outubro, pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), no Centro de Conferências Joaquim Chissano, na cidade de Maputo, a capital do país.
O engenheiro Venâncio Mondlane ficou na segunda posição. De acordo com os cálculos da CNE, obteve 1,4 milhões de votos, perfazendo 20,32% do total.
Já Ossufo Momade, candidato do maior partido na oposição, a Renamo, conseguiu alcançar 403,5 mil votos, o equivalente a 5,81%. E o candidato presidencial do MDM, Lutero Simango, soma pouco mais de 223 mil votos, equivalente a 3,21%.
De referir que Venâncio Mondlane, apoiado pelo partido Podemos, uma organização política sem representação parlamentar, reivindica a vitória eleitoral. Nesta declaração feita no centro de escrutínio paralelo, Mondlane dizia ter estado à frente da corrida presidencial com 70% dos votos, numa altura que haviam sido contabilizados 25% dos votos ao nível nacional.
E face aos números diferenciados apresentados pela CNE sem a publicação integral das actas, o candidato apoiado pelo Podemos convocou uma paralisação geral. Mas antes que isso acontecesse, o seu assessor jurídico, Elvino Dias, e o mandatário do Podemos, Paulo Guambe, foram assassinados a tiro na madrugada do dia 19 de Outubro.
Entretanto, Mondlane continua a fazer pressão sobre as instituições, tendo iniciado hoje uma manifestação que se prolongará até amanhã, sexta-feira, dia 25 de Outubro.
A tensão política continua a fazer-se sentir em Moçambique, não se vislumbrando um desfecho pacífico. Diferentes observadores, como a Missão da União Europeia, por exemplo, identificaram irregularidades no processo eleitoral e apelou a melhorias.

