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Confirma-se que a UNITA substituiu todos os delegados de Luanda para o 14.º Congresso?

Política
O que está em causa?
Na antecâmara do 14.º Congresso da UNITA, circulam nas redes sociais rumores que dão conta de alegadas “fraudes” e da substituição de delegados da província de Luanda que já teriam recebido o “aval” da comissão organizadora do pleito eleitoral. Mas será esta informação verdadeira?

Após a Comissão de Mandatos do Congresso ter aprovado as candidaturas de Rafael Massanga Savimbi (lista 1), filho do fundador do partido, e de Adalberto Costa Júnior (lista 2), actual presidente e recandidato, ambos iniciaram um périplo por várias províncias para mobilizar o eleitorado interno para o conclave agendado para 28, 29 e 30 de Novembro.

Entretanto, começaram a multiplicar-se nas redes sociais alegações de que, internamente, pairariam suspeitas de “fraude” e de substituição de delegados que teriam sido legitimamente eleitos. Entre os que difundiram estas acusações encontra-se Gaspar Luamba, militante expulso da UNITA.

Fraude em massa: todos os delegados que não se identificam com o candidato n.º 1, na província de Luanda, estão a ser substituídos”, escreveu Luamba.

Noutra publicação, afirmou que o número de delegados alegadamente afastados seria de 13 e que teriam sido igualmente substituídos membros dos secretariados municipais de Viana, Cacuaco, Munlevos de Cima e Cazenga “pelo simples facto de terem manifestado apoio ao candidato n.º 1 [Rafael Savimbi]”.

Acrescentou ainda que esta “movimentação” ocorreria numa fase em que o mandatário do candidato Savimbi, bem como António Marques, estariam suspensos das actividades de campanha a favor de Adalberto Costa Júnior.

Mas, será verdadeira alegada substituição de delegados de Luanda?

Os Estatutos da UNITA determinam, na alínea c) do artigo 26, que os delegados ao congresso são “eleitos em conferências preparatórias, nos termos do regulamento próprio”. Ou seja, a escolha dos delegados é formalizada em conferências cujos resultados são registados em actas oficiais.

Confrontado com as alegações, o coordenador da Comissão de Comunicação e Marketing do Congresso, Evaldo Evangelista, classificou-as como “falsas”, sublinhando que o partido não pode alterar os delegados eleitos, sob pena de violar o regulamento interno.

“Os delegados são eleitos em conferências e essas conferências produzem relatórios que incluem as actas eleitorais; daí que não é possível substituí-los. Essas actas fazem parte da documentação que será remetida ao Tribunal Constitucional”, afirmou Evangelista, acrescentando que nem o Regimento do Congresso permite tal procedimento.

Até ao momento, como referiu o Polígrafo África, apenas se registou a suspensão de Eduardo Palanga, director de campanha em Luanda da candidatura de Massanga Savimbi, por alegado “incumprimento dos Estatutos”.

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Avaliação do Polígrafo África

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