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Confirma-se que o antigo Chefe do Estado-Maior General das FAA acusou Savimbi de ter orientado o seu envenenamento?

Política
O que está em causa?
A entrevista que o antigo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), Geraldo Sachipengo Nunda, concedeu à Televisão Pública de Angola (TPA) continua a ser alvo de análise e interpretações diversas. Nas redes sociais, alguns perfis referem que o general, entretanto afastado da UNITA, acusou, na entrevista, o fundador do partido de que fez parte de ter orientado o seu envenenamento. Confirma-se?

“‘Savimbi orientou que eu fosse envenenado’, afirmou o general Nunda”, lê-se numa publicação no Facebook. Entretanto, vários outros perfis e páginas da mesma rede social passaram a partilhar o referido conteúdo.

A publicação surge na sequência da entrevista que o antigo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, Geraldo Sachipengo Nunda, concedeu à TPA, durante a qual relatou vários episódios que o levaram a abandonar a UNITA, bem como alguns detalhes sobre a forma como saiu de uma zona então altamente controlada pelo seu antigo partido e movimento militar.

Nunda lembrou-se de ter, antes da sua fuga para o lado das forças governamentais, escapado a várias tentativas de morte, mas em nenhum momento apontou o nome de Jonas Savimbi como sendo o responsável pela tentativa do seu alegado envenenamento.

“[Um dia], um comandante chamou-me e disse: ‘mais velho, vamos fazer uma reunião no Hotel Almirante’. [Estranhei], sendo eu o comandante, eu é que devo convocar a reunião, mas é o meu subordinado quem está a convocar uma reunião. [Suspeitei] de uma armadilha e mandei o meu guarda ao local. Não encontrou ninguém. Ao regressar, já perto da minha residência, no bairro dos Ministros, foi alvo de um disparo que passou a poucos centímetros do corpo. Foi o primeiro atentado”, relatou o general.

“O segundo atentado”, acrescentou, ocorreu em casa da sua irmã, no bairro Académico. “Eu estava com o general Chilingutila. Entrámos e fomos para a sala onde estavam as senhoras; houve disparos, mas ninguém morreu. Houve ainda uma terceira tentativa, sem sucesso, porque reforcei a minha segurança. Acabou por morrer o comandante do pelotão encarregado de me eliminar”.

Apesar destes episódios, o general afirmou não ter ficado surpreendido, recordando que, em 1986, foi detido durante 71 dias e apenas libertado após intervenção da mãe de Jonas Savimbi, familiar do seu pai. Durante esse período, afirmou ter sido alvo de uma tentativa de envenenamento, mas voltou a não implicar directamente o nome de Jonas Savimbi.

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Avaliação do Polígrafo África:

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