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Congresso da Reconciliação. Dom Imbamba: “A Igreja não está a intrometer-se na política, estamos a despertar e a abrir caminhos”

Política
O que está em causa?
O presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Dom José Manuel Imbamba, lamentou, no final do Congresso Nacional da Reconciliação, que alguns sectores da vida nacional considerem que a Igreja Católica se esteja a intrometer na política. O prelado tranquilizou, porém, os actores políticos, assegurando que a Igreja não pretende “assumir um protagonismo de substituição”.

Realizado entre os dias 6 e 7 deste mês, o Congresso Nacional da Reconciliação, promovido pela Igreja Católica, teve como principal objectivo procurar soluções para “sarar as feridas do passado e ultrapassar os males que bloqueiam o desenvolvimento do país”, apostando no diálogo e na aceitação mútua.

Apesar do seu carácter pacificador, o evento não conseguiu reunir todas as sensibilidades nacionais, sobretudo do campo político, sendo a ausência do Presidente da República a mais notória.

Nas redes sociais, circularam publicações que procuraram desvalorizar a relevância e pertinência do congresso, sustentando que o país não necessita de iniciativas desta natureza e insinuando uma suposta ligação entre os interesses da Igreja e da UNITA, bem como do seu presidente, Adalberto Costa Júnior.

Em resposta a essas interpretações, Dom Imbamba rejeitou qualquer intenção de ingerência política por parte da Igreja.

“Este exercício (Congresso da Reconciliação) [insere-se] na nossa missão social enquanto Igreja, embora por vezes mal compreendida. Para muitos, a Igreja está a intrometer-se na política. Mas não. Estamos a despertar, a abrir caminhos, a oferecer oportunidades para podermos confluir nas nossas ideias e, assim, juntos criarmos os padrões que aqui foram debatidos”, afirmou o líder da CEAST.

Dom Imbamba acrescentou que o propósito é a adopção de “sonhos comuns e ideias comuns”, bem como a criação de “estradas que possam fazer o país sorrir para todos”.

“Na Igreja estamos a viver esta experiência sinodal, caminhar juntos, escutar, dialogar, pensar em conjunto e, sobretudo, discernir o que de facto pode conduzir à nossa realização e ao cumprimento das nossas expectativas”, reiterou o arcebispo, apelando à aceitação das diferenças e à prática do bem.

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