Durante a emissão do programa “Girassol Debate”, na segunda-feira, 8 de Setembro, dedicada à abertura do ano lectivo 2025/2026, Domingos Álvaro defendeu que a melhoria do sistema de ensino em Angola não pode estar apenas assente na qualidade dos especialistas, sublinhando a importância do investimento público na implementação de políticas “educativas integradas”.
“Nós podemos pensar nos pedagogos, psicólogos, sociólogos, antropólogos… mas se não apoiarmos financeiramente o sector da educação, todas as ideias serão apenas paliativas e experimentais”, declarou, sugerindo ainda a adopção de um modelo de escolas horizontais no país. Fazendo referência que os maiores investimentos devem ser canalizados para a educação de base (classes iniciais), de forma a evitar dificuldades acrescidas nos níveis subsequentes, como o ensino médio e superior.
Confirma-se a afirmação?
Sim. De acordo com o Estudo World Bank Education Finance Watch 2022, do Banco Mundial, Angola é efectivamente um dos países da África Subsariana que menos recursos públicos destina à educação. Nesse relatório, que avaliou 36 países da região, o investimento angolano no sector rondava apenas 6% do OGE, colocando o país na última posição.
Enquanto isso, vários Estados analisados ultrapassaram largamente os 20% de afectação orçamental à educação, casos de Serra Leoa (30%), Etiópia (23%) e Senegal (22%).
Nos últimos anos, a realidade pouco mudou. A mais alta percentagem de recursos públicos destinados à educação em Angola foi de 7,7%, no OGE de 2023, ainda assim aquém da meta internacional de 15% estabelecida em 2015 na Declaração de Incheon.
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Avaliação do Polígrafo África:


