Desde o dia 13 de Agosto, circula um texto na rede social Facebook que destaca um anúncio supostamente feito pelo Presidente da República.
“Vejam como Daniel Chapo vai criar um Helicóptero para fazer cirurgia para os moçambicanos sem sair do ar”.
“Não andem a publicar mentiras”, interveio um internauta com dúvidas sobre a informação. “Nos hospitais não há medicamentos, sabia?”, comentou outro, ao apontar as prioridades para o sector da saúde.
Mas a notícia é verdadeira?
Não. É falso que o Presidente da República, Daniel Chapo, tenha anunciado a implantação de um helicóptero equipado como centro cirúrgico para fazer operações no ar. Não há nenhum anúncio oficial do Governo sobre o alegado projecto.
O que é oficial é que, no dia 03 de Agosto, Daniel Chapo lançou oficialmente a primeira pedra para a construção do Centro Cirúrgico Nacional.
Avaliado em 46,6 milhões de dólares, o novo complexo de saúde é fruto da cooperação entre Moçambique e a República Popular da China.
“Reunimo-nos hoje neste recinto do Hospital Central de Maputo para testemunhar o momento que ficará escrito na história do desenvolvimento do Sistema Nacional de Saúde: o lançamento da primeira pedra para construção do Centro Cirúrgico Nacional de Moçambique”, afirmou.
Entre as metas do projecto estão o fortalecimento dos serviços cirúrgicos especializados, a modernização do Sistema Nacional de Saúde, a diminuição das evacuações de doentes para o exterior e o investimento na formação de profissionais de saúde altamente qualificados.
Na ocasião, Chapo justificou o empreendimento como resultado das viagens presidenciais.
“Aquelas viagens que o Chefe do Estado tem feito e dizem que está a viajar muito, o resultado está aqui. Já explicamos que não há nenhum pai que pode trazer comida para casa sem sair de casa. Tem que sair todos os dias para ir trabalhar, por forma de trazer comida à mesa da sua família. E um Chefe do Estado é um pai que tem que se preocupar com o seu povo. E este é o resultado para a melhor saúde para o povo moçambicano.”
A obra terá duração de dois anos e prevê a construção de três edifícios modernos. O edifício principal, com cerca de oito andares, vai albergar os serviços de Urgência e Emergência Médica, Imagiologia, Farmácia e Laboratórios de Análises Clínicas.
O segundo edifício será destinado à zona cirúrgica, com 14 salas de operações. O terceiro vai integrar a Unidade de Cuidados Intensivos, com 19 camas, e uma enfermaria com capacidade superior a 400 camas.




