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É manipulado o vídeo viral em que o cantor Tshunami dirige ofensas à OMA

Música
O que está em causa?
Imagens virais mostram uma actuação em que, alegadamente, o kudurista Barroso Manuel, conhecido no meio musical por “Tshunami”, dirige ofensas à Organização da Mulher Angolana (OMA). Trata-se, na verdade de um vídeo manipulado. Vamos aos factos.
DR

“Serafina mudou, não lhe chamaram. Pai Aturmento vazou, não lhe chamaram. Mas, na vez do dono do país (Tsunamy), estão a lhe chamar. Mamã da OMA, filha xxxxxx.” Este é o conteúdo do vídeo atribuído ao artista Tshunami, divulgado na rede social Facebook.

As ofensas alegadamente proferidas pelo músico contra o braço feminino do MPLA, partido no poder em Angola, geraram reacções de vários actores da arena política e social angolana nas redes sociais.

Entre as vozes que se manifestaram contra a suposta atitude do kudurista está o músico Zé Túbia. No seu perfil do Facebook, o artista revolucionário considerou a postura de Tshunami como resultado de um programa “das mentes por parte do MPLA”.

“Com esse tipo de música & conteúdo, o MPLA diz: ‘Ou danças o nosso kuduro político, obsceno & imoral, ou passas fome’. É a ditadura do ritmo. Quem não se entrega a essa obscenidade é cancelado(a), não tem suporte, nem patrocínio do governo… Vive no inferno da inflação & da miséria provocada pelo MPLA”, escreveu Zé Túbia.

Mas será a informação verdadeira?

A informação é completamente falsa.

O músico publicou, na sua página do Facebook, uma nota de esclarecimento a desmentir o vídeo que lhe é atribuído.

“O vídeo é resultado de uma montagem e manipulação de imagens e áudio, constituindo uma fake news que desvirtua completamente o contexto original da sua atuação artística, com o objetivo de manchar a sua imagem pública e criar um conflito desnecessário com a Direção da OMA e com a sociedade angolana”, esclareceu o kudurista, em comunicado.

Por outro lado, Tshunami lamentou ainda o facto de a sua imagem e arte terem sido utilizadas de forma “abusiva” para difundir mensagens ofensivas contra mulheres, em particular contra as dirigentes da OMA, sublinhando que nunca foi sua intenção desrespeitar “qualquer instituição, dirigente ou cidadã angolana”.

Recorde-se que, no ano passado, a OMA advertiu o kudurista a melhorar o conteúdo das suas músicas, a postura em palco, bem como a valorização da mulher.

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