“Não se perspectivam grandes mudanças ao nível do tecido económico e social [com a garantia soberana anunciada], o que é negativo para nós, que, 50 anos após a independência, já fomos o segundo maior produtor de petróleo da África Austral e registámos dos maiores crescimentos económicos nos anos de 2008, 2013 e 2014. Ainda assim, a maioria dos angolanos continua a viver na linha da pobreza extrema”, afirmou o jurista e analista Carlos Cabaça, durante um debate sobre a garantia soberana no valor de 100 milhões de dólares, constante do Despacho Presidencial n.º 76/26.
A referida garantia, actualmente alvo de intenso debate público, visa sobretudo a disponibilização de produtos da cesta básica no mercado a preços mais acessíveis do que os praticados actualmente, permitindo assim maior folga financeira às famílias.
No entanto, para Carlos Cabaça, a medida não tem um propósito genuinamente económico, assumindo antes, na sua leitura, um carácter eleitoralista.
“Os angolanos tornam-se mais relevantes, sobretudo para o partido que sustenta o Governo, quando se aproximam as eleições”, reforçou.
Mas será verdade que Angola teve a economia que mais cresceu entre 2008 e 2014?
Os dados disponíveis indicam que sim. De acordo com uma notícia publicada pelo jornal Expansão, a 7 de Agosto de 2014, com base num inquérito apresentado por Rui Simões, então responsável pelo Departamento de Desenvolvimento do Território e das Parcerias Público-Privadas do Ministério da Economia, Angola registou o maior crescimento económico da África Subsaariana entre 2007 e 2014.
Por outro lado, segundo um estudo da revista britânica The Economist, citado pela Voz da América em 18 de Janeiro de 2011, Angola foi o país que mais cresceu no mundo ao longo da década de 2001 a 2010, com uma taxa média de crescimento de 11,1%, superior à da China, que se situou nos 10,5%.
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Avaliação do Polígrafo África:


