No final do mês de Agosto, os líderes africanos estiveram reunidos em Luanda, para a 21.ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA), com vista ao reforço dos mecanismos de prevenção e resolução de conflitos no continente.
Entre os temas, os Estados decidiram colocar na agenda a capitalização do Fundo da Paz, cujo montante se cifra em 400 milhões de dólares, como avançou a Revista Economia e Mercado.
Após a Cimeira da União Africana, a TV Girassol abordou o tema “África – entre o Desenvolvimento e a Paz, o que priorizar?”. Na ocasião, o economista Daniel Tendo referiu que, a nível mundial, a República Democrática do Congo (RDC) lidera em reservas de cobalto, porém, alegou que o país africano não é o maior transformador do mineral no mundo.
“RDC detém cerca de 70% das reservas do Cobalto, mas quem detém uma espécie de monopólio, ou domínio, ou hegemonia da transformação, é a China”, afirmou Daniel Tendo.
O economista lamentou o facto de África ainda estar a exportar muita matéria-prima, tendo defendido a transformação das riquezas no continente africano.
De acordo com Daniel Tendo, é importante que os líderes africanos estejam comprometidos com as suas nações, citando como exemplo o patriotismo dos países do sudoeste asiático.
Mas será verdade que a RDC detém cerca de 70% das reservas de cobalto do mundo?
Sim, os dados avançados pelo economista são reais.
De acordo com dados de 2025 da empresa alemã Statista, a RDC detém cerca de 70% das reservas de cobalto a nível mundial.
Segundo o relatório, no ano passado, as reservas de cobalto congolesas estavam estimadas em seis milhões de toneladas métricas.
A China, por sua vez, domina a transformação do produto a nível mundial, tendo influência sobre cadeias estratégicas, mesmo quando a mineração ocorre fora do país.
O cobalto é um mineral essencial para baterias de iões de lítio, utilizadas em smartphones, computadores e veículos eléctricos.
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Avaliação do Polígrafo África:



