“Estamos a falar de um continente com uma população maioritariamente jovem, mas com graves dificuldades, porque infelizmente África é o continente com maior índice de informalidade”, afirmou o comentador no Girassol Debate, na segunda-feira, 23 de Fevereiro.
As declarações foram proferidas no âmbito da análise do tema “África depois de Angola”, cujo foco consistiu em avaliar o balanço de um ano de João Lourenço na presidência da União Africana (UA), mandato que terminou a 15 de Fevereiro.
Segundo Afonso Malaca, é inaceitável que o continente berço continue a exportar essencialmente matéria-prima, defendendo a necessidade de acelerar a industrialização de África, de modo a assegurar a transformação local dos seus recursos.
Mas será verdade que o continente africano tem a maior taxa de informalidade do mundo, como afirmou o economista?
Sim. A informação é verdadeira. De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), 84% dos empregos em África situam-se no sector informal, o que representa a taxa de informalidade mais elevada a nível mundial.
Segue-se a região da Ásia e do Pacífico, onde o emprego informal representa cerca de 66% do total, enquanto nos Estados Árabes a taxa se fixa em 54%.
A informalidade é mais baixa nas Américas e na Europa, com valores na ordem dos 37%.
No que respeita à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a Guiné-Bissau apresenta a taxa mais elevada de informalidade, com cerca de 90% da força de trabalho no sector informal, seguida por Angola (80,6%) e Timor-Leste (71%).
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