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É verdade que antigo director geral da LAM afirmou que recebia ordens de Armando Guebuza para desviar fundos da empresa?

Política
O que está em causa?
O antigo director geral da empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), João Carlos pó Jorge, foi detido na última quinta-feira 26 de Fevereiro, em Maputo, pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), por suspeitas de corrupção na transportadora durante a sua gestão. Segundo uma publicação feita nas redes sociais, o ex chefe da LAM Afirmou que todo o esquema era feito sobre ordens do antigo Presidente de Moçambique, Armando Guebuza. É verdade?

O texto da referida publicação partilhada no dia 28 de Fevereiro afirma: “O antigo Director-Geral da LAM – Linhas Aéreas de Moçambique, João Pó Jorge, fez declarações sobre esquemas financeiros envolvendo a gestão da companhia aérea estatal. João Pó Jorge afirmou que recebia ordens directas do então Presidente da República, Armando Guebuza”.

A afirmação é acompanhada por fotografias que mostram figuras do antigo director geral das Linhas Aéreas de Moçambique, já detido, do ex-Presidente da República Joaquim Chissano e do actual Presidente da República, Daniel Chapo. No entanto, a imagem de Armando Guebuza, figura destacada no texto, não aparece, o que levanta dúvidas nos internautas sobre a autenticidade da informação partilhada.

“Não entendi!!? Pó recebia ordens de Armando Guebuza, mas a foto é de Joaquim Chissano e de presidente Chapo! Peço explicações”, questionou um utilizador. “provavelmente é fake news”, reagiu outro.

Confirma-se que o ex director geral da companhia aérea moçambicana fez estas declarações?

Não. Num comunicado enviado à imprensa, a transportadora de bandeira indica que acompanha “com a devida atenção” a evolução dos processos actualmente em investigação pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), garantindo que coopera “no que lhe compete, com as autoridades competentes”. Não confirma, porém, quaisquer declarações supostamente feitas pelo antigo dirigente da empresa.

A LAM refere, no mesmo comunicado, que os factos em investigação são anteriores à actual gestão e que a reestruturação em curso decorre com normalidade e de acordo com os planos estabelecidos. A empresa assegura manter-se estável e operacional, garantindo a continuidade dos serviços aos passageiros e parceiros.

Foram detidos, além do antigo director-geral João Carlos Pó Jorge, o ex-director operacional, o ex-director financeiro e o antigo chefe da tesouraria da empresa. Em conferência de imprensa o Porta-voz do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), Romualdo Johnam disse o grupo é acusado de prática de gestão danosa, corrupção, peculato e abuso de cargo.

Entretanto, não existe qualquer registo que comprove que o antigo director da LAM, João Carlos Pó Jorge, tenha afirmado que recebia ordens de Armando Guebuza, antigo Presidente de Moçambique, para desviar fundos da empresa.

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