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É verdade que apenas 20% dos trabalhadores em Angola estão no sector formal, como afirmou Celso Silva?

Sociedade
O que está em causa?
Durante a sua participação num debate da Rádio MFM, Celso Silva, especialista em Capital Humano e Recursos Humanos, abordou a situação da empregabilidade em Angola, sublinhando que apenas 20% dos trabalhadores actuam no sector formal da economia. Mas será esta afirmação correcta?

“Nós só temos no sector formal da economia 20% daqueles que trabalham; do ponto de vista formal, têm um contrato e uma relação de trabalho formal”, referiu, no programa Estado da Nação, transmitido no sábado, 4 de Abril.

A declaração foi feita no âmbito da análise do tema “Concursos Públicos para admissão nos ministérios e empresas públicas: mérito ou favorecimento? Diploma ou saber fazer?”.

Segundo o especialista, a elevada concentração de trabalhadores angolanos no sector informal constitui um dos maiores desafios da economia nacional.

Por outro lado, Silva lamentou o facto de as instituições de ensino superior colocarem no mercado de trabalho profissionais “desprovidos” de competências técnicas para o exercício das suas funções.

“A questão que se levanta é que, enquanto continuarmos a enviar para o mercado de trabalho pessoas com título, mas sem o saber fazer, estaremos a criar situações de desvalorização da nossa formação”, afirmou.

Confirma-se que apenas 20% dos angolanos têm emprego formal?

Sim, a declaração é, no essencial, verdadeira, embora o valor real seja ligeiramente superior. De acordo com o Inquérito ao Emprego (IE) referente ao IV trimestre de 2025, publicado a 18 de Fevereiro pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de formalidade situou-se nos 21,4%, correspondendo a cerca de 1,9 milhão de trabalhadores.

O relatório indica ainda que a população empregada em Angola está estimada em 8,8 milhões de pessoas, sendo a maioria integrada no sector informal.

No total, cerca de 6,6 milhões de angolanos exercem actividade na informalidade, o que representa 78,6% da população empregada no país.

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Avaliação do Polígrafo África:

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