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É verdade que menos de dois milhões de pessoas têm trabalho formal em Angola?

Sociedade
O que está em causa?
Durante a sua intervenção no fórum “Conversas Economia 100 Makas”, a ministra das Finanças, Vera Daves, apresentou dados sobre o número de trabalhadores na esfera pública, a massa salarial anual e o montante mensal destinado ao pagamento de ordenados. Na sequência, surgiu um debate em torno do total de empregos formais no país, com a indicação de que o número não atinge os dois milhões.

Na 5.ª  edição do evento, realizado na segunda-feira, 23 de Fevereiro, a titular do Ministério das Finanças (MINFIN) informou que a Administração Pública conta com 894,4 mil agentes registados. A despesa salarial anual ascende a cerca de 5,1 biliões de kwanzas, o que corresponde a um encargo mensal de aproximadamente 426,3 mil milhões de kwanzas.

Segundo Vera Daves, os salários representam 15% do Orçamento do Estado destinado ao aparelho público. Do total de efectivos, 444,5 mil são funcionários civis, enquanto os restantes integram os sectores da Defesa e Segurança, bem como o grupo de pensionistas.

Após a divulgação destes números, começaram a circular interpretações sobre a dimensão do emprego formal em Angola. Num comentário nas redes sociais, um internauta questionou se, somando os trabalhadores do sector público e privado, o total de empregos formais no país não chegaria aos dois milhões.

Os dados confirmam?

Sim. De acordo com o Inquérito ao Emprego referente ao IV trimestre de 2025, publicado a 18 de Fevereiro pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a população empregada em Angola foi estimada em 8,8 milhões de pessoas. Deste universo, cerca de 6,6 milhões exercem actividade no sector informal.

Assim, apenas 1,9 milhão de angolanos têm emprego formal, o que corresponde a uma taxa de formalidade de 21,4%.

O mesmo relatório indica que a taxa de informalidade se situa nos 78,6%, sendo mais elevada entre as mulheres (88,7%) do que entre os homens (69,5%).

Já a taxa de desemprego foi fixada em 20,1%, representando uma redução de 6,8 pontos percentuais face ao III trimestre do ano anterior, quando se situava em 26,9%.

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Avaliação do Polígrafo:

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