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É verdade que o INAAREES chumbou apenas cursos em instituições de ensino superior privadas, como se diz nas redes sociais?

Sociedade
O que está em causa?
A corrida ao ensino superior já começou em diversas instituições públicas e privadas do país. Contudo, circula nas redes sociais a alegação de que o Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAAREES) apenas reprovou cursos ministrados por instituições privadas. Será verdade?
DR

O processo de inscrições para os exames de acesso à Universidade Agostinho Neto (UAN) arrancou na segunda-feira, 3 de Agosto, e o seu encerramento está previsto para o dia 17 do corrente mês. Ao todo, estão disponíveis 3.810 vagas.

Três dias após o início das inscrições, começaram a circular rumores sobre os cursos “chumbados” no Processo de Avaliação Externa e Acreditação do Ensino Superior, conduzido pelo INAAREES. Nas redes sociais, alega-se que apenas as universidades privadas reprovaram na avaliação.

“Corpo docente carneiro foi um dos factores que levou o INAAREES a não acreditar muitos cursos nas instituições privadas. Felizmente, o ISPTEC não foi afectado por isso, parte dos seus docentes duros formaram-se na casa mãe (UAN)”, lê-se numa publicação feita no Facebook na manhã de 6 de Agosto.

O conteúdo da publicação gerou reacções entre os internautas. Em resposta, vários utilizadores afirmaram que o “crivo” do órgão responsável pela avaliação da qualidade do ensino superior em Angola atingiu tanto instituições públicas como privadas em todo o país.

“A UAN não ficou isenta de cursos chumbados.” “A própria UAN é a instituição que tem mais cursos não acreditados”, rebateram alguns internautas.

Mas será verdade que apenas os cursos leccionados em instituições de ensino superior privadas não passaram na avaliação do INAAREES?

A informação é falsa.

O processo de avaliação conduzido pelo INAAREES resultou na reprovação de 253 cursos, distribuídos por 178 instituições de ensino superior públicas e privadas avaliadas, avançou a imprensa, citando o relatório do “Processo de Avaliação Externa e Acreditação do Ensino Superior”, divulgado pela instituição a 26 de Março do corrente ano.

De acordo com a imprensa, nem a maior instituição pública de ensino superior do país foi poupada. No total, a UAN viu 20 cursos reprovados: nove nas áreas da engenharia, tecnologia e matemática e 11 nas áreas das artes, humanidades e ciências sociais.

Segundo ainda a imprensa, as instituições com cursos reprovados dispõem de um período de até dois anos para implementar as reformas necessárias e reverter a decisão. Contudo, podem solicitar uma reavaliação antes desse prazo, desde que corrijam as insuficiências identificadas.

“Os resultados daquilo a que o INAAREES chama de “Processo de Avaliação Externa e Acreditação do Ensino Superior” dão às universidades públicas e privadas visadas até dois anos para implementar melhorias. Durante esse período, não recebem novos estudantes. Se fizerem as correcções em menos de um ano, podem pedir reavaliação e, caso aprovem, podem receber novos estudantes. Se o fizerem em dois anos, também podem proceder da mesma forma. Caso não o façam ou caso não aprovem nas reavaliações, o resultado será a descontinuidade do curso”, escreveu o meio de comunicação especializado em ensino e educação.

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Avaliação do Polígrafo África:

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