“Temos mesmo um Governo de desastres. Estando no poder há menos de dez anos, já viu encerrar mais bancos comerciais do que no tempo de José Eduardo dos Santos, que governou durante 38 anos. O sector bancário está a despedir em massa e tem registado quedas brutais nos lucros. É obra!”, lê-se numa das mensagens partilhadas.
De facto, nos últimos oito anos, registou-se o encerramento de várias instituições financeiras em Angola, como o Banco Postal e o Banco Mais ou, posteriormente, o Banco Angolano de Negócios e Comércio (BANC) e o Banco Prestígio, entre outros.
Contudo, será verdade que o sector bancário angolano tem vindo a registar uma queda nos lucros?
Não. De acordo com o relatório Banca em Análise 2025, elaborado pela consultora Deloitte, o resultado líquido do sector bancário tem apresentado uma trajectória de crescimento nos últimos cinco anos, com excepção do ano de 2022, em que se verificou um recuo.
Em 2020, o lucro consolidado dos bancos a operar em Angola aumentou 25,9% face ao ano anterior. Em 2021, o crescimento foi expressivo, na ordem dos 296,8%. Já em 2022, os resultados líquidos registaram uma quebra de 45,0%, mas voltaram a subir em 2023, com um crescimento de 57,5%. A tendência manteve-se em 2024, ano em que os lucros do sector aumentaram 58,8%, totalizando 822 mil milhões de kwanzas.
Estes dados demonstram que, apesar de oscilações pontuais, o sector bancário angolano tem vindo a recuperar e a apresentar um desempenho positivo nos últimos anos, contrariando a alegação de um colapso generalizado.
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Avaliação do Polígrafo África:


