Segundo o governante, que já desempenhou, por duas vezes, o cargo de governador do Banco Nacional de Angola, o sector turístico gerou receitas na ordem dos 667 milhões de dólares em 2025. Acrescentou ainda que o aumento do número de visitantes posicionou Angola como o destino turístico com crescimento mais rápido no continente africano.
De acordo com Massano, este desempenho resultou de um acréscimo de 30% nas entradas de turistas internacionais. Sublinhou igualmente a expansão da indústria hoteleira, que passou de 1.260 unidades em 2021 para 1.428 em 2024, registando uma taxa de ocupação superior a 72%.
Apesar dos indicadores positivos, o governante reconheceu que o país ambiciona ir mais longe. Nesse sentido, referiu que o Executivo está a financiar planos directores territoriais em 29 áreas prioritárias, bem como a prever a capacitação de cerca de dez mil profissionais até 2027, com o objectivo de assegurar uma força de trabalho qualificada e preparada para competir num mercado global.
Mas confirma-se, de facto, este crescimento de 30% no sector turístico?
Os dados disponíveis apontam que sim. A 29 de Janeiro deste ano, citando o “Barómetro da ONU Turismo”, durante a abertura do 1.º Conselho Consultivo do Ministério do Turismo, o ministro Márcio de Jesus Lopes Daniel afirmou que Angola liderou o crescimento turístico em África em 2025, ocupando ainda a quarta posição a nível mundial, com um aumento de 30% nas chegadas internacionais, superando os níveis anteriores à pandemia da Covid-19.
No total, segundo os dados apresentados, Angola registou a entrada de cerca de 223 mil turistas em 2025, um desempenho que terá contribuído para a criação de mais emprego no sector.
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Avaliação do Polígrafo África:


