Numa publicação amplamente partilhada, pode ler-se: “Corrupção de Chivukuvuku é fruto das suas próprias escolhas e UNITA não é alternativa ao MPLA”, sendo esta frase atribuída a Rafael Aguiar, alegadamente na sequência da entrevista concedida nesse fim-de-semana.
O conteúdo tem vindo a ser replicado por vários perfis na mesma rede social.
Mas corresponde à verdade que Rafael Aguiar tenha feito tal declaração?
A resposta é não.
Na entrevista ao Polígrafo África, quando questionado sobre se acreditava que Abel Chivukuvuku seria capaz de “se vender”, tendo em conta as suspeições em torno da sua actuação política e da criação do PRA-JA, Rafael Aguiar limitou-se a analisar as razões que alimentam essas desconfianças.
“O doutor Abel Chivukuvuku foi sempre uma espécie de língua entre dentes, de baixo e de cima, mesmo dentro da UNITA. Quer dizer que ele esteve sempre no meio, entre a ala moderada e a ala radical, mesmo dentro da própria UNITA. Esse posicionamento marcou a sua personalidade e fez com que fosse encarado com sentimentos de amor e ódio. (…) Tomou algumas decisões que acentuaram esse clima de amor e ódio”, afirmou.
O docente universitário acrescentou ainda que as suspeições em torno de Abel Chivukuvuku decorrem, entre outros factores, do facto de ter fixado residência no Alvalade, bairro nobre de Luanda maioritariamente habitado por quadros seniores do MPLA; de ter sobrevivido aos confrontos de 1992, em Luanda, quando vários dos seus companheiros morreram; da criação e rápido crescimento da CASA-CE; e, mais recentemente, da capacidade material demonstrada pelo PRA-JA, partido que fundou.
Assim, em nenhum momento da “Grande Entrevista” Rafael Daniel Aguiar afirmou que Abel Chivukuvuku é corrupto.
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Avaliação do Polígrafo:



