Na ocasião, o diplomata recordou que, segundo dados divulgados na semana passada, o volume das trocas comerciais entre Luanda e Jerusalém ronda actualmente os 100 milhões de dólares. Sublinhou ainda que, em Israel, “não há cidade que não tenha um parque industrial, independentemente da sua dimensão geográfica”, defendendo que esse é um modelo que Angola pode adoptar no âmbito da cooperação entre circunscrições locais dos dois países.
Leo Vinovezky afirmou também que gostaria que o referido roteiro de diálogo político bilateral fosse realizado em Israel, com a presença de ministros, governadores, administradores municipais e responsáveis dos bancos centrais de ambos os países.
Recém-acreditado em Angola pelo Presidente João Lourenço, o embaixador israelita não deixou de abordar a situação de guerra em que o seu país está envolvido. Lamentou o facto de se promoverem flotilhas humanitárias para Gaza, sem que se verifique, segundo ele, a mesma mobilização em relação a outros conflitos violentos no mundo.
Em contrapartida, advertiu que Israel não esquecerá os países que, embora não critiquem abertamente o Estado israelita, se posicionam contra as suas ações, e aproveitou a oportunidade para elogiar a postura equilibrada de Angola face ao conflito.


