“[Hoje] o sistema financeiro é cada vez mais inclusivo, registando-se uma evolução de quase inexistência para os nacionais em 1975, para uma taxa de bancarização de 21% em 2021 e de 32% em 2024”, afirmou João Manuel Gonçalves Lourenço, esta terça-feira, 15, no discurso sobre o Estado da Nação, proferido, como determina a Constituição, a 15 de Outubro de cada ano.
O Presidente destacou ainda a melhoria do Índice de Inclusão Financeira, actualmente estimado em cerca de 49% da população, com a previsão de atingir os 65% até 2027. “Foram igualmente implementadas reformas estruturais no domínio da organização e regulação do sistema financeiro não bancário, com a criação e operacionalização do mercado de capitais, destacando-se a criação da Comissão do Mercado de Capitais e da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA)”, acrescentou.
Mas será verdade que a taxa de bancarização em Angola era de 21% em 2021 e aumentou para 32% em 2024?
De acordo com os dados oficiais do Banco Nacional de Angola (BNA), entidade reguladora do sistema financeiro, a afirmação não é inteiramente correcta. Os Relatórios e Contas de 2023 e 2024 do BNA indicam que, em 2021, a taxa de bancarização se situava em 29%, e não em 21%, como referiu o Presidente.
Contudo, confirma-se que em 2024 a taxa atingiu efectivamente 32%, conforme mencionado por João Lourenço. Ou seja, o Chefe de Estado errou nos números referentes a 2021, mas acertou ao apontar a evolução positiva verificada em 2024.
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