Na declaração, norte-americanos e europeus destacam a importância estratégica do Corredor do Lobito, recordando que este liga Angola à RDC e ao Oceano Atlântico, uma realidade que, segundo a visão ocidental, deverá abrir “novas vias para o comércio bidireccional entre a África Central, os Estados Unidos e a Europa”.
“(…) O Corredor do Lobito é um projecto de infraestrutura transformador que irá reforçar a conectividade regional, garantir cadeias de abastecimento de minerais críticos e impulsionar um crescimento económico sustentável”, lê-se na nota conjunta a que o Polígrafo África teve acesso.
Acrescentam ainda estar a trabalhar no sentido de garantir uma “estreita colaboração com líderes do sector privado e parceiros africanos”, assegurando permanecerem “totalmente alinhados e coordenados para apoiar o sucesso do Corredor”, o qual deverá permitir cadeias de abastecimento mais transparentes e investimentos sustentados na região.
Entre os benefícios esperados com a reabilitação e modernização do Corredor do Lobito, destacam-se a melhoria da conectividade, a protecção das cadeias de abastecimento de minerais críticos (como cobalto e cobre) e o impulso ao desenvolvimento sustentável.
A empreitada está estimada em 2,3 mil milhões de dólares, destinados à infraestrutura ferroviária e logística, com compromisso de mais de 4 mil milhões de dólares em financiamento público-privado.


