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Francisco Teixeira: “Portugal erradicou a malária em 1975”

Saúde
O que está em causa?
Presente como um dos oradores no Angola Economic Forum, realizado entre 28 e 30 de Agosto, o presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), Francisco Teixeira, traçou um retrato crítico da actual situação política, social e económica do país. O líder estudantil lamentou o facto de Angola continuar a registar elevadas taxas de mortalidade por malária, estabelecendo uma comparação com Portugal, “um país com o qual partilhamos história e língua”, que, segundo afirmou, “erradicou a malária em 1975”.

“Como é que nós, Angola, um país rico em petróleo, diamantes e ferro, continuamos a ter pessoas a morrer de malária? Como é que um mosquito mata pessoas? Portugal extinguiu a malária em 1975. Nós ainda temos malária e ainda temos cidadãos a morrer de cólera”, declarou Francisco Teixeira, visivelmente indignado, durante a sua intervenção.

O presidente do MEA acrescentou ainda que o cemitério de Viana, em Luanda, regista cerca de 30 funerais por dia, facto que, no seu entender, reflecte a degradação do sistema nacional de saúde. O dirigente estudantil criticou também a forma como algumas pessoas ascendem a empresários: “Não se deve ser do MPLA ou da UNITA para se tornar empresário em Angola”.

Mas será verdade que Portugal erradicou a malária em 1975, como afirmou Francisco Teixeira?

De acordo com os dados disponíveis, Portugal obteve a certificação de erradicação da malária pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1973 – um ano antes da Revolução de Abril e dois da independência de Angola.

A investigação científica sobre a doença intensificou-se em Portugal a partir da década de 1940, conduzindo ao desenvolvimento de melhores métodos de prevenção e controlo. Os planos para erradicar a malária foram delineados nos anos 1950, e, em 1958, a transmissão da infecção estava já interrompida em quase todas as regiões do território europeu.

Confrontado posteriormente com a discrepância entre a sua declaração e os dados oficiais, Francisco Teixeira admitiu o lapso, explicando que, durante o discurso, poderá ter confundido com outra doença.

Perante os factos, é seguro concluir que a afirmação do líder do MEA carece de exactidão.

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Avaliação do Polígrafo África:

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