“Outro maluco”, escreve um internauta angolano, na rede social Facebook, ao publicar uma imagem do primeiro-ministro da Somália, Hamza Abdi Barre, acompanhada de uma legenda em que se pode ler que “ser cristão não é ser somali”.
“Na Somália, abandonar o islamismo pode significar perder até mesmo a cidadania. O primeiro-ministro defendeu a retirada da cidadania de muçulmanos convertidos ao cristianismo, alegando que a identidade somali estaria ligada ao islamismo”, lê-se numa outra publicação.
O conteúdo, entretanto, já está a ser partilhado por diversos internautas angolanos, e não só. Por exemplo, na sua página de Facebook, o presidente da Associação Portuguesa dos Autarcas Monárquicos, Manuel Beninger, também partilhou um conteúdo semelhante, tendo lembrado que o Mali ocupa a segunda posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, da Portas Abertas.
Em grupos de WhatsApp, chama-se a atenção dos governos no sentido de mudarem a abordagem em relação ao islão, num contexto em que os seus crentes não tenham ainda atingido o poder do Estado ou não sejam ainda a maioria ou metade da população.
Mas será verdade que o Governo somali ameaça retirar a nacionalidade a quem venha a converter-se ao cristianismo?
Os dados indicam que sim. De acordo com diferentes meios de notícias, a ameaça foi feita precisamente pelo primeiro-ministro Hamza Abdi Barre, durante um discurso às forças armadas, tendo sublinhado que a identidade somali está directamente ligada ao islamismo e, por isso, se alguém abandona a religião deixaria de ser considerado somali.
Num texto publicado no início deste ano, o jornal brasileiro Folha Gospel reportou que a Constituição Provisória da Somália, de 2012, considera ilegal a conversão do islamismo para o cristianismo, e que a sharia (conjunto de leis islâmicas) é aplicada em todas as regiões e, combinada com a pressão da sociedade e dos clãs, força os cristãos a praticarem a fé em segredo ou isolados.
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Avaliação do Polígrafo África:







