No último parágrafo do texto publicado no Facebook lê-se: “Segundo informações avançadas pelas autoridades, os subsídios poderão incluir apoio ao transporte, revisão de alguns benefícios salariais e possíveis incentivos temporários para sectores considerados essenciais, como saúde e educação”.
“Isto chama-se desinformação”, escreveu um internauta, em tom de cepticismo. “Não concordo com essa mentira”, comentou outro utilizador.
Mas afinal, a informação é verdadeira ou falsa?
A redacção do Polígrafo África verificou que se trata de um conteúdo falso. O Governo de Moçambique não anunciou subsídios exclusivos para funcionários e agentes do Estado. O apoio oficialmente anunciado destina-se aos serviços de transporte público, com o objectivo de evitar o agravamento das tarifas.
No entanto, a 6 de Maio, o Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou que uma das medidas para mitigar o impacto do aumento do custo de vida provocado pela subida do preço dos combustíveis passa pelo reforço da produção e da produtividade agrícola nacional.
“Se não produzirmos comida suficiente em Moçambique, o aumento dos preços dos combustíveis vai também implicar o aumento do preço dos alimentos, porque o arroz que importamos é transportado por navio, e o navio usa combustível. Quando chega ao porto, para seguir até ao armazém, é transportado por camião”, declarou Chapo durante um comício no distrito de Mágoè, província de Tete.
O Chefe de Estado incentivou igualmente os cidadãos das zonas urbanas a aproveitarem os pequenos espaços disponíveis nos quintais para o cultivo de hortícolas, criticando a redução das áreas produtivas nas residências devido à expansão de infra-estruturas e pavimentações.
Assim, a alegação que circula no Facebook é falsa. Até ao momento, o Executivo moçambicano não anunciou quaisquer subsídios exclusivos para funcionários do Estado.
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Avaliação do Polígrafo África:





