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Governo de Moçambique anunciou subsídios para a função pública devido à nova tabela dos combustíveis?

Sociedade
O que está em causa?
A nova tabela de preços dos combustíveis, em vigor em Moçambique desde 7 de Maio de 2026, provocou aumentos significativos nos custos de transporte e, consequentemente, nos preços dos produtos de primeira necessidade. Perante este cenário, circula nas redes sociais uma publicação que afirma que o Governo prometeu apoiar e subsidiar os funcionários públicos. Será verdade?

No último parágrafo do texto publicado no Facebook lê-se: “Segundo informações avançadas pelas autoridades, os subsídios poderão incluir apoio ao transporte, revisão de alguns benefícios salariais e possíveis incentivos temporários para sectores considerados essenciais, como saúde e educação”.

“Isto chama-se desinformação”, escreveu um internauta, em tom de cepticismo. “Não concordo com essa mentira”, comentou outro utilizador.

Mas afinal, a informação é verdadeira ou falsa?

A redacção do Polígrafo África verificou que se trata de um conteúdo falso. O Governo de Moçambique não anunciou subsídios exclusivos para funcionários e agentes do Estado. O apoio oficialmente anunciado destina-se aos serviços de transporte público, com o objectivo de evitar o agravamento das tarifas.

No entanto, a 6 de Maio, o Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou que uma das medidas para mitigar o impacto do aumento do custo de vida provocado pela subida do preço dos combustíveis passa pelo reforço da produção e da produtividade agrícola nacional.

“Se não produzirmos comida suficiente em Moçambique, o aumento dos preços dos combustíveis vai também implicar o aumento do preço dos alimentos, porque o arroz que importamos é transportado por navio, e o navio usa combustível. Quando chega ao porto, para seguir até ao armazém, é transportado por camião”, declarou Chapo durante um comício no distrito de Mágoè, província de Tete.

O Chefe de Estado incentivou igualmente os cidadãos das zonas urbanas a aproveitarem os pequenos espaços disponíveis nos quintais para o cultivo de hortícolas, criticando a redução das áreas produtivas nas residências devido à expansão de infra-estruturas e pavimentações.

Assim, a alegação que circula no Facebook é falsa. Até ao momento, o Executivo moçambicano não anunciou quaisquer subsídios exclusivos para funcionários do Estado.

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Avaliação do Polígrafo África:

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