Os dados analisados mostram que o PRODESI, criado em 2018 para acelerar o processo de diversificação da economia angolana, registou, ao longo do ano passado, níveis de execução muito abaixo dos 25% trimestrais recomendados por especialistas. No total, a taxa de execução trimestral mais elevada em 2025 foi de 5%, verificada tanto no primeiro trimestre (654 milhões de kwanzas) como no quarto trimestre (648 milhões de kwanzas).
Já os períodos intermédios do ano registaram os níveis de execução mais baixos. No segundo trimestre, o pior desempenho de todo o ano, o Governo executou apenas 349 milhões de kwanzas, o equivalente a 3% do valor total aprovado. No terceiro trimestre, a execução situou-se em cerca de 4%, com um desembolso de 531 milhões de kwanzas.
Na prática, o relatório do Ministério das Finanças (MINFIN), referente ao último trimestre de 2025, revela uma execução muito aquém do esperado nos projectos destinados a impulsionar as exportações. À semelhança do PRODESI, o Programa de Reorganização do Comércio Interno e Fomento das Exportações executou apenas 464 milhões de kwanzas, de um total de 27,6 mil milhões (30,3 milhões USD) inscritos no OGE para esta rubrica, o que corresponde a uma taxa de execução de apenas 2%.
Os níveis de execução contrastam significativamente com os registados nos programas do sector da Defesa e Segurança. Em 2025, por exemplo, o Executivo angolano executou 174 mil milhões de kwanzas (190,8 milhões USD) no reequipamento da Defesa Nacional, o equivalente a 44% dos 396,3 mil milhões aprovados.
Despesa com importações aumentou em 2025
Angola gastou 15,5 mil milhões USD em importações de bens no ano passado, o que representa um crescimento de 9,3% face ao período homólogo de 2024, quando a despesa se fixou em 14,1 mil milhões USD.
De acordo com dados do Banco Nacional de Angola (BNA) sobre importações por categoria de produtos, o maior peso das compras ao exterior registou-se na aquisição de máquinas, com uma despesa de 4 mil milhões USD, correspondente a 26% do total.
As importações de combustíveis totalizaram 2,6 mil milhões USD (17% do valor global), enquanto a aquisição de bens alimentares representou 14% da despesa, equivalente a 2,1 mil milhões USD.



