Na noite de 28 de Agosto, João Lourenço recebeu a selecção nacional sénior masculina de basquetebol, vencedora da 31.ª edição do Afrobasket, quebrando um jejum de 12 anos sem conquistar o troféu continental. Durante a cerimónia, o Chefe de Estado anunciou a construção, até 2026, de 12 novos pavilhões multiusos em diferentes províncias angolanas.
“Pretendemos que não haja uma única província sem um pavilhão multidesportivo, para a prática não só do basquetebol, mas também de outras modalidades que utilizam este tipo de infra-estrutura, como o andebol, o voleibol e o futsal”, afirmou João Lourenço.
A promessa do Presidente da República abriu espaço a críticas e levantou dúvidas sobre as prioridades do investimento público. Em reacção, Francisco Teixeira, através da sua página no Facebook, recordou que a manutenção do Pavilhão do Kilamba já representava um custo significativo para o erário.
“Manutenção de um pavilhão. Em 2024, estava prevista uma reabilitação do Pavilhão do Kilamba orçada em mais de 600 milhões de kwanzas”, escreveu o líder estudantil.
Esta alegação tem fundamento?
Sim, é verdade. No Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2024, o Executivo inscreveu, no âmbito do “Programa de Generalização da Prática Desportiva e Melhoria do Desporto de Alto Desempenho”, sob a tutela do Ministério da Juventude e Desportos (MINJUD), uma verba de 600 milhões de kwanzas para a reabilitação do Pavilhão Multiusos de Luanda, conhecido como Arena do Kilamba.
Mais recentemente, no OGE de 2025, o Governo prevê novamente alocar o mesmo montante – 600 milhões de kwanzas – para a manutenção do recinto desportivo.
Convém recordar que, em 2022, o MINJUD anunciou a intenção de transferir para a esfera privada a gestão de vários activos desportivos, com o objectivo de aliviar as contas públicas. Contudo, três anos depois, a maioria dessas infra-estruturas permanece sob administração estatal.
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Avaliação do Polígrafo África:




