Em comunicado, a directoria da candidatura de Fernando Dias manifesta a expectativa de que a Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP, agendada para este domingo, dia 14, adopte sanções “direccionadas” e “robustas” contra os líderes militares, o chamado “governo de transição” e todos os seus apoiantes.
A directoria requer igualmente a libertação “imediata e incondicional” de todos os presos políticos, incluindo Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC, que teve um papel determinante na campanha eleitoral de Fernando Dias.
“A directoria condena veementemente a criação de instituições paralelas e a nomeação de autoridades ilegítimas pelos golpistas”, lê-se na nota, que critica também a actuação do procurador-geral da República.
Há poucos dias, o procurador Amadu Tidjane Baldé declarou nulas as eleições, alegando que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) não dispõe de condições para divulgar os resultados.
Segundo a directoria da candidatura, “o suposto procurador-geral ultrapassou flagrantemente as suas atribuições”. O comunicado acusa ainda o magistrado de “falsidade factual”, sublinhando que, conforme demonstrado num memorando técnico, as actas de apuramento regionais e das assembleias de voto existem e encontram-se legalmente arquivadas junto das Comissões Regionais Eleitorais (CRE), dos Governadores Regionais, bem como na posse dos representantes dos candidatos, dos observadores internacionais e das autoridades judiciárias envolvidas no processo.
No documento, conclui-se que a Guiné-Bissau necessita, acima de tudo, de tranquilidade e paz.

