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Guiné-Bissau. Domingos Simões Pereira reúne-se com enviado do Presidente do Senegal em meio a suspeitas de afastamento do PAIGC

Política
O que está em causa?
Domingos Simões Pereira, que, apesar de não ser Presidente da Guiné-Bissau, continua detido na sequência do golpe de Estado militar, reúne-se esta quinta-feira, 29, com o enviado especial do Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, o ministro senegalês da Defesa Nacional, general Birame Diop, bem como com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira.

João Bernardo Vieira tem sido acusado de estar mancomunado com as autoridades militares em alegadas violações dos direitos de Domingos Simões Pereira.

Falando à imprensa antes de se deslocarem à prisão da Segunda Esquadra, em Bissau, onde se encontra detido o presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), o ministro João Bernardo Vieira prometeu actualizar a opinião pública sobre os assuntos abordados durante o encontro.

Refira-se que Domingos Simões Pereira, líder da oposição, foi detido na sequência do golpe de Estado perpetrado pelos militares, enquanto o então Chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, alvo declarado da intentona, foi libertado e autorizado a sair do país.

Para diversos observadores, o golpe de Estado não terá sido dirigido contra o Presidente Sissoco Embaló, mas sim contra a democracia e contra Domingos Simões Pereira. Na Guiné-Bissau, multiplicam-se suspeitas da existência de um plano para destituir Simões Pereira da liderança do PAIGC.

Neste contexto, têm sido feitos apelos ao Presidente do Senegal e à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), enquanto bloco regional, para que não permitam que este alegado plano se concretize.

 

Em actualização…

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