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Imagens que mostram um cidadão morto a ser transportado numa motorizada por falta de ambulância ocorreram em Angola?

Saúde
O que está em causa?
Estão a ser partilhadas, em várias páginas das redes sociais, imagens que mostram o corpo de um cidadão a ser transportado numa motorizada, alegadamente por falta de ambulância, após ter morrido num hospital em Angola. Mas terá o caso ocorrido realmente no país?
Screenshot

“Um caso que está a gerar forte indignação nas redes sociais mostra o corpo de um cidadão a ser transportado numa motorizada até à morgue mais próxima, alegadamente devido à falta de ambulância numa unidade hospitalar em Angola”, refere uma das publicações em circulação.

Na sequência da divulgação do vídeo, vários internautas manifestaram indignação face às condições dos hospitais no país, colocando em causa os investimentos realizados no sector da Saúde nos últimos anos.

Triste realidade! Até quando, Angola?”, lamentou um utilizador nas redes sociais.

Mas será verdade que o vídeo foi gravado em Angola?

Os registos disponíveis indicam que as imagens não foram captadas em território angolano. De acordo com informações divulgadas na altura, o episódio ocorreu no Uganda.

Segundo dados avançados à época, o incidente esteve relacionado com limitações logísticas e escassez de ambulâncias em algumas regiões ugandesas.

Além disso, o Ministério da Saúde de Angola (MINSA) esclareceu, em nota partilhada em grupos do WhatsApp, que o vídeo em circulação não retrata qualquer unidade sanitária da República de Angola.

“O vídeo posto a circular nas redes sociais, no qual aparece um paciente a ser transportado numa motorizada até uma unidade hospitalar, não retrata qualquer unidade sanitária da República de Angola”, refere a instituição.

O MINSA acrescenta ainda que o Executivo angolano continua a trabalhar no reforço do Sistema Nacional de Saúde, incluindo a distribuição progressiva de ambulâncias, o aumento da capacidade de resposta hospitalar e a melhoria do atendimento de emergência em várias províncias do país.

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Avaliação do Polígrafo África

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