Os números confirmam a tendência de abrandamento da subida dos preços observada ao longo dos últimos meses, reflectindo uma evolução mais moderada do Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN).
Apesar da desaceleração geral, alguns sectores continuam a registar aumentos significativos. A classe dos Transportes liderou a subida dos preços, com uma variação homóloga de 15,73%. Seguiram-se as classes de Habitação, água, electricidade e combustíveis, com 14,32%, Educação, com 13,40%, e Alimentação e bebidas não alcoólicas, que registou uma variação de 11,33%.
No que diz respeito à contribuição para o aumento do nível geral de preços, a classe Alimentação e bebidas não alcoólicas manteve-se como a principal responsável pela pressão inflacionista, contribuindo com 6,90 pontos percentuais. Os Transportes contribuíram com 0,75 ponto percentual, enquanto os Bens e serviços diversos e a classe de Habitação, água, electricidade e combustíveis acrescentaram 0,62 e 0,54 ponto percentual, respectivamente. As restantes classes apresentaram contributos inferiores.
A análise por províncias mostra diferenças significativas no comportamento dos preços. O Huambo registou a menor taxa de inflação, com 7,72%, seguido pelo Cunene (8,29%) e pela Lunda Norte (8,35%).
Em contrapartida, Cabinda apresentou a maior variação do nível geral de preços, atingindo 16,56%. Seguiram-se as províncias de Malanje, com 13,76%, e do Moxico, com 12,45%, evidenciando um ritmo de crescimento dos preços acima da média nacional.
Os dados do INE indicam, deste modo, uma continuação do processo de desaceleração da inflação no país, embora persistam pressões relevantes em sectores essenciais e em determinadas regiões, onde o custo de vida continua a aumentar a um ritmo mais acelerado.








