As declarações foram proferidas na segunda-feira, 25, no Palácio da Cidade Alta, em Luanda, durante o encontro com o Sheikh dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed Bin Zayed Al Nahyan, que realizou uma visita de Estado a Angola.
“Preocupa-nos, pela sua violência e pelos riscos de poder escalar para uma conflagração de proporções globais, a guerra na Europa entre a Rússia e a Ucrânia, bem como o quase eterno conflito no Médio Oriente, onde já não é admissível tolerar a violência do genocídio praticado na Faixa de Gaza contra o povo palestiniano. Este, apesar de ter o legítimo direito a um Estado independente e soberano, reconhecido em várias resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, corre hoje o risco de ser expulso do solo sagrado dos seus ancestrais para um êxodo sem retorno, perante a passividade da comunidade internacional”, afirmou o Chefe de Estado.
João Lourenço acrescentou que tal cenário não pode ser permitido, sob pena de a comunidade internacional se tornar “cúmplice de uma das maiores tragédias humanas do planeta”.
Os conflitos militares em África mereceram também destaque no discurso presidencial. O estadista angolano alertou para a situação no Sahel, no Leste da República Democrática do Congo (RDC) e no Sudão, sublinhando que estas guerras têm agravado “de forma alarmante” a crise humanitária das populações. Defendeu, por isso, uma atenção urgente da comunidade internacional e “uma abordagem imparcial” face a estes cenários.
No mesmo discurso, João Lourenço destacou a importância crescente da parceria com os Emirados Árabes Unidos no desenvolvimento da economia angolana. Durante a visita oficial, foram assinados 40 acordos bilaterais em diversos domínios, que, segundo o Presidente, representam um investimento global de 6,5 mil milhões de dólares em Angola.




