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João Lourenço lamenta mortes e acusa manipulação de jovens por organizações nacionais e estrangeiras

Política
O que está em causa?
O Presidente da República, João Lourenço, reagiu ao início da tarde desta sexta-feira, 1 de Agosto, aos incidentes registados durante a semana, na sequência da greve convocada por associações de taxistas. Na sua declaração, lamentou profundamente as mortes ocorridas e dirigiu um apelo aos pais e responsáveis familiares, sublinhando que a educação dos filhos "não se faz nas redes sociais, mas sim no seio da família e da comunidade".

Para o Chefe de Estado, os jovens envolvidos nos actos de vandalismo agiram de forma “irresponsável” e terão sido “manipulados por organizações antipatrióticas, nacionais e estrangeiras, através das redes sociais”.

“Estes actos trouxeram luto, destruição de bens públicos e privados, redução da oferta de bens essenciais e de serviços às populações, e o desemprego de angolanos que trabalhavam nos estabelecimentos comerciais vandalizados”, declarou o Presidente.

Tal como já haviam defendido diversos analistas ouvidos pelo Polígrafo África, que exigiram do Estado uma actuação célere no apoio à reposição dos bens privados destruídos, João Lourenço garantiu que o Executivo deverá aprovar, a partir de segunda-feira, 4 de Agosto, um pacote de medidas de “apoio às empresas atingidas pela onda de vandalismo”, com vista à “rápida reposição de stocks e à manutenção dos postos de trabalho ameaçados”.

Segundo um levantamento preliminar realizado pela Associação de Empresas de Comércio e Distribuição Moderna de Angola (Ecodima), sete cadeias comerciais foram pilhadas, enquanto nove operadores reportaram tentativas de vandalismo em 24 unidades distintas. Entre os casos mais graves, destaca-se a rede de lojas Arreiou, que viu 72 das suas unidades de venda alvo de pilhagens.

A província de Luanda foi o epicentro de três dias de tumultos, originados pela paralisação do serviço de táxis em protesto contra o aumento do preço do combustível e das tarifas.

Os actos de vandalismo espalharam-se por diversas zonas da capital, nomeadamente Vila de Viana, Calemba 2, Golfe 2, Cacuaco, Zango, Benfica, Fubu, Camama, Sapu, Nova Vida, Chicala, Talatona, Rocha Pinto, Samba, Morro Bento, Kilamba, KK5000, Bairro Popular, Ingombota, Palanca e Maianga – sinal evidente da “dispersão geográfica dos incidentes no tecido urbano de Luanda”.

De acordo com o balanço apresentado na quarta-feira, 30 de Julho, pelo Conselho de Ministros, foram vandalizadas 66 lojas e 25 viaturas. Além disso, foram saqueados vários supermercados, armazéns de venda a grosso e estabelecimentos de comércio a retalho.

 

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