O primeiro jornal lusófono
de Fact-Checking

Joaquim Chissano afirmou que “os movimentos de libertação desviaram-se do seu propósito original, que é servir o povo”?

Política
O que está em causa?
O antigo Presidente da República de Moçambique, Joaquim Chissano, participou recentemente na Cimeira dos Movimentos de Libertação da África Austral, realizada na África do Sul. Entretanto alega-se nas redes sociais que, durante a sua intervenção, terá afirmado que "os movimentos de libertação no continente desviaram-se do seu propósito original, que é servir o povo". Confirma-se?

Circula no Facebook a informação de que o antigo Presidente da República de Moçambique, Joaquim Chissano, afirmou que os movimentos de libertação no continente africano se desviaram do seu propósito original, que é servir o povo. Segundo a mesma publicação, a declaração foi proferida durante a Cimeira dos Movimentos de Libertação da África Austral, que decorre de 25 a 28 de Julho, em Joanesburgo, África do Sul.

“Se ele foi o primeiro a não servir o povo”, comentou um internauta numa publicação datada de 26 de Julho, no Facebook.

Verificação de factos?

Sim, é verdade. O antigo estadista moçambicano proferiu essas declarações durante um jantar de gala promovido pelo Congresso Nacional Africano (ANC), na véspera da Cimeira dos Movimentos de Libertação da África Austral.

Na sua intervenção, Chissano alertou que alguns dos antigos movimentos de libertação se tornaram “resistentes à crítica” e afastaram-se das suas bases populares. Sublinhou ainda que “é crucial reconhecermos que, em muitos dos nossos países, assistimos ao enfraquecimento das instituições democráticas”.

Chissano defendeu igualmente a necessidade de os partidos de libertação se adaptarem à evolução social e política, aceitando as exigências actuais das populações e promovendo o desenvolvimento e a justiça social.

A Cimeira dos Movimentos de Libertação da África Austral decorreu sob o lema “Defender os ganhos da libertação, avançar no desenvolvimento socioeconómico integrado e fortalecer a solidariedade para uma África melhor”.

O evento reuniu representantes dos partidos históricos da região, nomeadamente: Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), Organização do Povo do Sudoeste Africano (SWAPO), da Namíbia; União Nacional Africana do Zimbabwe – Frente Patriótica (ZANU-PF); Chama Cha Mapinduzi, da Tanzânia; Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA); e Congresso Nacional Africano (ANC), da África do Sul.

_____________________________________

Avaliação do Polígrafo África:

Partilhe este artigo
Facebook
Twitter
WhatsApp
LinkedIn

Relacionados

Em destaque